{"id":369,"date":"2021-11-22T01:51:15","date_gmt":"2021-11-22T01:51:15","guid":{"rendered":"https:\/\/aerospacetoday.net\/?p=369"},"modified":"2021-11-22T17:54:02","modified_gmt":"2021-11-22T17:54:02","slug":"essa-semana-em-ar-e-espaco-explosao-de-satelite-russo-e-a-estacao-espacial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aerospacetoday.net\/pt-br\/essa-semana-em-ar-e-espaco-explosao-de-satelite-russo-e-a-estacao-espacial\/","title":{"rendered":"Essa semana em ar e espa\u00e7o: explos\u00e3o de sat\u00e9lite russo e a esta\u00e7\u00e3o espacial"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/44911459904_375bc02163_k_0.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption>A Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (ISS). Cr\u00e9ditos; NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Como esta foi a grande not\u00edcia da semana, vai ser o \u00fanico assunto que vamos discutir nesta postagem e ser\u00e1 em mais detalhes.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda-feira 15 de novembro come\u00e7ou com a not\u00edcia de que a tripula\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (ISS) teve que tomar medidas de emerg\u00eancia para se proteger de um poss\u00edvel impacto. Os 5 astronautas e 2 cosmonautas foram acordados de madrugada e instru\u00eddos a tomar precau\u00e7\u00f5es que inclu\u00edram fechar muitas das escotilhas que isolam m\u00f3dulos diferentes da esta\u00e7\u00e3o e se abrigar dentro de duas naves de escape atualmente acopladas \u00e0 ISS, uma Soyuz e uma Crew Dragon, para estarem prontos para desacoplar e voltar \u00e0 Terra caso houvesse uma colis\u00e3o s\u00e9ria. O risco vinha da destrui\u00e7\u00e3o de um velho sat\u00e9lite russo (originalmente, sovi\u00e9tico, o Kosmos-1408), por um m\u00edssil russo A-235 Nudol, em um teste de uma arma anti-sat\u00e9lite (ASAT).<\/p>\n\n\n\n<p>A tripula\u00e7\u00e3o ficou nas naves por 2 horas, esperando a segunda e terceira passagens da ISS pela nuvem de detritos (aparentemente a informa\u00e7\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o do Kosmos-1408 chegou tarde demais para a tripula\u00e7\u00e3o se abrigar para a primeira passagem). As aproxima\u00e7\u00f5es da ISS com a nuvem de fragmentos estavam ocorrendo a cada 47 minutos (n\u00e3o 90, como noticiado), com maior dist\u00e2ncia a cada passagem, ent\u00e3o o controle da miss\u00e3o determinou que ap\u00f3s a terceira passagem a tripula\u00e7\u00e3o podia retornar \u00e0 ISS. O dia se passou sem que houvessem impactos, a \u00fanica conseq\u00fc\u00eancia imediata foi a interrup\u00e7\u00e3o das atividades programadas para o dia, inclusive uma interrup\u00e7\u00e3o na opera\u00e7\u00e3o dos instrumentos que observam a Terra que est\u00e3o acoplados \u00e0 ISS, como o OCO-3 (Orbiting Carbon Observatory 3, da NASA).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, embora nenhuma colis\u00e3o tenha ocorrido, este foi um incidente grave. A destrui\u00e7\u00e3o de um sat\u00e9lite em \u00f3rbita gera uma nuvem de milhares de fragmentos, que podem no futuro colidir com algum outro sat\u00e9lite ou mesmo nave tripulada. Com as velocidades relativas entre corpos em \u00f3rbitas diferentes sendo v\u00e1rios quil\u00f4metros por segundo, cada fragmento tem muito mais poder destrutivo que uma bala ou grande proj\u00e9til. Apesar de conter um grande n\u00famero de erros, o filme Gravidade (2013) d\u00e1 uma id\u00e9ia geral do problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito se fala sobre o problema do ac\u00famulo de lixo espacial &#8211; material deixado em \u00f3rbita, como velhos sat\u00e9lites, est\u00e1gios de foguetes e pe\u00e7as pequenas que se desprendem durante o lan\u00e7amento. Estes podem passar d\u00e9cadas em \u00f3rbita, sendo uma amea\u00e7a a todos os outros artefatos em \u00f3rbita ou lan\u00e7ados da Terra. Por isso, a tend\u00eancia atual \u00e9 fazer esfor\u00e7os para diminuir a quantidade de lixo e h\u00e1 monitoramento e rastreio de todos os objetos detect\u00e1veis em \u00f3rbita, para se saber com anteced\u00eancia e poder evitar colis\u00f5es. Mas o evento dessa semana foi justamente o oposto: foi criada de prop\u00f3sito e desnecessariamente uma nuvem de milhares fragmentos. A maior amea\u00e7a vem dos milhares de fragmentos muito pequenos para serem rastreados, portanto n\u00e3o d\u00e1 para saber com certeza quando pode haver uma colis\u00e3o. A pior possibilidade \u00e9 a chamada s\u00edndrome de Kessler, a possibilidade que alguns eventos gerem fragmentos em n\u00famero suficiente para que haja grande chance de atingirem outros sat\u00e9lites e as colis\u00f5es com esses outros geram mais fragmentos, em uma cadeia de colis\u00f5es crescendo exponencialmente, at\u00e9 tornar o espa\u00e7o em \u00f3rbita baixa inutiliz\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos 2 primeiros dias ap\u00f3s a destrui\u00e7\u00e3o do Kosmos-1408, a empresa LeoLabs j\u00e1 tinha identificado 300 fragmentos e a For\u00e7a Espacial americana, 1500. Estes s\u00e3o apenas os maiores, mais f\u00e1ceis de detectar, e \u00e9 esperado que sejam acompanhados de um n\u00famero muito maior de fragmentos menores. A an\u00e1lise preliminar da LeoLabs indica que os fragmentos jogados em \u00f3rbitas mais baixas podem durar por volta de 5 anos, enquanto os jogados para \u00f3rbitas mais altas podem durar d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Administrador da NASA, Bill Nelson, emitiu uma declara\u00e7\u00e3o condenando o teste. Parte dela diz (em nossa tradu\u00e7\u00e3o):<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Hoje de manh\u00e3, devido aos destro\u00e7os gerados pelo teste destrutivo de arma anti-sat\u00e9lite (ASAT) russa, os astronautas e cosmonautas da ISS recorreram a procedimentos de emerg\u00eancia, por seguran\u00e7a.<\/p><p>Assim como o Secret\u00e1rio de Estado Blinken, eu estou indignado por essa a\u00e7\u00e3o irrespons\u00e1vel e desestabilizante. Com sua longa hist\u00f3ria em v\u00f4o espacial tripulado, \u00e9 impens\u00e1vel que a R\u00fassia colocaria em risco n\u00e3o s\u00f3 os astronautas americanos e de parceiros internacionais, mas tamb\u00e9m seus pr\u00f3prios cosmonautas. As a\u00e7\u00f5es da R\u00fassia s\u00e3o irrespons\u00e1veis e perigosas, amea\u00e7ando tamb\u00e9m a Esta\u00e7\u00e3o Espacial Chinesa e os taikonautas a bordo.<\/p><p>Todas as na\u00e7\u00f5es t\u00eam a responsabilidade de evitar a cria\u00e7\u00e3o proposital de destro\u00e7os espaciais por ASATs e de manter um ambiente espacial seguro e sustent\u00e1vel<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s toda a repercuss\u00e3o internacional, o Minist\u00e9rio da Defesa Russo divulgou uma nota afirmando (segundo as tradu\u00e7\u00f5es do Russo que encontramos na m\u00eddia em ingl\u00eas) que o teste foi bem sucedido e que os fragmentos &#8220;n\u00e3o representam risco para atividades espaciais&#8221;. J\u00e1 a Roscosomos, a ag\u00eancia espacial russa, respons\u00e1vel pela participa\u00e7\u00e3o russa na Esta\u00e7\u00e3o Espacial (e, importante ressaltar, independente das for\u00e7as militares que realizaram o teste com o m\u00edssil) declarou, em Russo e ingl\u00eas, que a \u00f3rbita dos fragmentos j\u00e1 estava distante da ISS:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"623\" height=\"813\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/roscosmos_20211115.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-371\" srcset=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/roscosmos_20211115.png 623w, https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/roscosmos_20211115-230x300.png 230w\" sizes=\"(max-width: 623px) 100vw, 623px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 bom notar que esse teste russo n\u00e3o \u00e9 novidade. S\u00f3 um ano depois de lan\u00e7ar o primeiro sat\u00e9lite, em 1959, os EUA j\u00e1 testavam m\u00edsseis para destruir sat\u00e9lites. A Uni\u00e3o Sov\u00e9tica come\u00e7ou em 1960, a China em 2007, a \u00cdndia em 2019. A \u00faltima vez que os EUA destru\u00edram um sat\u00e9lite parece ter sido em 2008. At\u00e9 hoje, nenhum dos pa\u00edses que atacou sat\u00e9lites em \u00f3rbita alvejou sat\u00e9lites de outros, todos os testes foram feitos em seus pr\u00f3prios sat\u00e9lites. Al\u00e9m dessas destrui\u00e7\u00f5es intencionais, houve algumas acidentais. A mais famosa foi a colis\u00e3o do velho sat\u00e9lite Kosmos-2251 russo com o operacional Iridium-33, da empresa americana Iridium, em 2009.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qu\u00e3o perto chegou a ISS dos destro\u00e7os do Kosmos-1408?<\/h2>\n\n\n\n<p>Como a maior parte dos fragmentos \u00e9 muito pequena para ser rastreada, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel responder exatamente. E mesmo para os rastre\u00e1veis ainda n\u00e3o h\u00e1 uma resposta, pois v\u00e3o demorar at\u00e9 que se consiga os ratrear bem o suficiente para determinar suas \u00f3rbitas. Mas o que pode ser calculado agora \u00e9 a trajet\u00f3ria que o sat\u00e9lite tinha, como aproxima\u00e7\u00e3o para a trajet\u00f3ria do centro da nuvem nas horas seguintes. Com a diverg\u00eancia das \u00f3rbitas, com o passar do tempo, a nuvem vai se espalhando, se tornando um anel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"591\" height=\"672\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/cosmos_asat.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-374\" srcset=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/cosmos_asat.png 591w, https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/cosmos_asat-264x300.png 264w\" sizes=\"(max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><figcaption>A trajet\u00f3ria do Kosmos-1408 e as duas \u00e1reas de exclus\u00e3o a\u00e9rea estabelecidas em 15 de novembro de 2021. A menor \u00e9 a \u00e1rea de lan\u00e7amento do m\u00edssil, em Plesetsk, e a maior, presumivelmente, \u00e9 onde esperavam que fragmentos ca\u00edssem na superf\u00edcie.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00f3s calculamos as \u00f3rbitas e a anima\u00e7\u00e3o abaixo mostra como a ISS e o Kosmos-1408 se moveram nas horas em torno do evento. A melhor estimativa que temos para a hora da destrui\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite \u00e9 02:45 (UTC) do dia 15 (como indicado no tweet acima). Pode-se ver abaixo que a maior aproxima\u00e7\u00e3o foi uma passagem a apenas 59 km de dist\u00e2ncia. Mas esta foi \u00e0s 21:03 do dia 14, antes da destrui\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite \u00e0s 02:45 do dia 15. Ap\u00f3s as 02:45, as passagens mais pr\u00f3ximas foram:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>Data\/hora (UTC)<\/td><td>dist\u00e2ncia (km)<\/td><\/tr><tr><td>2021-11-15 T 03:17:28.7622<\/td><td>851.9<\/td><\/tr><tr><td>2021-11-15 T 04:04:20.0122<\/td><td>992.8<\/td><\/tr><tr><td>2021-11-15 T 04:51:03.3829<\/td><td>1055.6<\/td><\/tr><tr><td>2021-11-15 T 05:37:54.557<\/td><td>1195.4<\/td><\/tr><tr><td>2021-11-15 T 06:24:38.0095<\/td><td>1257.4<\/td><\/tr><tr><td>2021-11-15 T 07:11:29.1003<\/td><td>1395.8<\/td><\/tr><tr><td>2021-11-15 T 07:58:12.6385<\/td><td>1456.9<\/td><\/tr><tr><td>2021-11-15 T 08:45:03.6370<\/td><td>1593.8<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"http:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/expl2_2.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o tamb\u00e9m pode ser colocada de outra forma: qual velocidade o impacto do m\u00edssil teria que dar a um fragmento do sat\u00e9lite para que ele colidisse com a ISS nas horas seguintes? N\u00f3s calculamos e a velocidade teria que ser aproximadamente 1.15 km\/s, ou cerca de 16% da velocidade orbital do sat\u00e9lite. \u00c9 bom notar que este impulso tem que estar em uma dire\u00e7\u00e3o muito espec\u00edfica para levar o fragmento a encontrar a ISS: uma diferen\u00e7a de 1\u00b0 na dire\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente para a dist\u00e2ncia m\u00ednima \u00e0 ISS se tornar mais de 100 km. Os fragmentos detectados pela LeoLabs tinham velocidades relativas menores, apenas centenas de m\/s, mas estes s\u00e3o os maiores fragmentos da colis\u00e3o (os grandes o suficiente para rastrear), ent\u00e3o parece poss\u00edvel que fragmentos menores tenham ganhado velocidade suficiente para encontrar a ISS, embora seja uma chance pequena de um ter a velocidade certa (em dire\u00e7\u00e3o e magnitude).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 comum a ISS passar perto de outros objetos em \u00f3rbita?<\/h2>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 outra quest\u00e3o interessante. N\u00f3s calculamos as trajet\u00f3rias de todos os objetos (sat\u00e9lites e lixo espacial) conhecidos do banco de dados p\u00fablico mantido pela For\u00e7a Espacial americana, para um per\u00edodo de 10 dias, em torno do dia 15 de novembro. N\u00f3s coletamos todas as dist\u00e2ncias de m\u00e1ximas aproxima\u00e7\u00f5es entre estes objetos e a ISS e os resultados est\u00e3o mostrados abaixo, indicando que \u00e9 comum haver objetos passando a alguns quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Mas \u00e9 bom notar que objetos com \u00f3rbita bem conhecida (o caso de todos considerados nessa an\u00e1lise) s\u00e3o um risco muito menor, pois \u00e9 poss\u00edvel saber com anteced\u00eancia de um poss\u00edvel impacto e desviar a ISS para o evitar (como j\u00e1 foi feito muitas vezes). A preocupa\u00e7\u00e3o no caso de destrui\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites \u00e9 os fragmentos muito pequenos para rastrear, que devem estar em \u00f3rbitas pr\u00f3ximas \u00e0s dos fragmentos conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"801\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/expl2_dists-801x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-381\" srcset=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/expl2_dists-801x1024.png 801w, https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/expl2_dists-235x300.png 235w, https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/expl2_dists-768x982.png 768w, https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/expl2_dists-1201x1536.png 1201w, https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/expl2_dists-1601x2048.png 1601w, https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/expl2_dists.png 1666w\" sizes=\"(max-width: 801px) 100vw, 801px\" \/><figcaption>Distribui\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncias de maior aproxima\u00e7\u00e3o da ISS, para um per\u00edodo de 10 dias, para os objetos chegando a menos de 200 km de dist\u00e2ncia.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais em<\/h2>\n\n\n\n<p>Declara\u00e7\u00e3o do administrador da NASA sobre a explos\u00e3o: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/press-release\/nasa-administrator-statement-on-russian-asat-test\" target=\"_blank\">https:\/\/www.nasa.gov\/press-release\/nasa-administrator-statement-on-russian-asat-test<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Imagens e v\u00eddeos dos fragmentos do Kosmos-1408: <a href=\"https:\/\/arstechnica.com\/science\/2021\/11\/new-images-and-analyses-reveal-extent-of-cosmos-1408-debris-cloud\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/arstechnica.com\/science\/2021\/11\/new-images-and-analyses-reveal-extent-of-cosmos-1408-debris-cloud\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Anima\u00e7\u00f5es das \u00f3rbitas dos fragmentos e discutindo as conseq\u00fc\u00eancias: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/youtu.be\/mvdQcDDUV1o\" target=\"_blank\">https:\/\/youtu.be\/mvdQcDDUV1o<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O momento em que o controle de miss\u00e3o, no Johnson Space Center da NASA (Houston, TX) comunica aos astronautas sobre a necessidade de come\u00e7ar os procedimentos de seguran\u00e7a: <a href=\"https:\/\/www.space.com\/space-station-crew-russian-space-debris-audio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.space.com\/space-station-crew-russian-space-debris-audio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Resposta do Minist\u00e9rio da Defesa Russo (original, em russo): <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/function.mil.ru\/news_page\/country\/more.htm?id=12394066@egNews\" target=\"_blank\">https:\/\/function.mil.ru\/news_page\/country\/more.htm?id=12394066@egNews<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise feita pela empresa LeoLabs, que \u00e9 especializada em rastrear lixo espacial e tem seus pr\u00f3prios radares e telesc\u00f3pios: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/leolabs-space.medium.com\/analysis-of-the-cosmos-1408-breakup-71b32de5641f\" target=\"_blank\">https:\/\/leolabs-space.medium.com\/analysis-of-the-cosmos-1408-breakup-71b32de5641f<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como esta foi a grande not\u00edcia da semana, vai ser o \u00fanico assunto que vamos discutir nesta postagem e ser\u00e1 em mais detalhes. A segunda-feira 15 de novembro come\u00e7ou com a not\u00edcia de que a tripula\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (ISS) teve que tomar medidas de emerg\u00eancia para se proteger <a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/pt-br\/essa-semana-em-ar-e-espaco-explosao-de-satelite-russo-e-a-estacao-espacial\/\" class=\"btn btn-link continue-link\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":370,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"spay_email":""},"categories":[21,1],"tags":[133,131,126,119,130,33,134,128],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Essa semana em ar e espa\u00e7o: explos\u00e3o de sat\u00e9lite russo e a esta\u00e7\u00e3o espacial - Aerospace Today<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/pt-br\/essa-semana-em-ar-e-espaco-explosao-de-satelite-russo-e-a-estacao-espacial\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Essa semana em ar e espa\u00e7o: explos\u00e3o de sat\u00e9lite russo e a esta\u00e7\u00e3o espacial - Aerospace Today\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Como esta foi a grande not\u00edcia da semana, vai ser o \u00fanico assunto que vamos discutir nesta postagem e ser\u00e1 em mais detalhes. 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