{"id":43,"date":"2021-10-13T21:13:44","date_gmt":"2021-10-13T21:13:44","guid":{"rendered":"https:\/\/52.10.41.231\/?p=43"},"modified":"2023-05-01T16:35:36","modified_gmt":"2023-05-01T16:35:36","slug":"revolucionando-a-industria-rocket-lab","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aerospacetoday.net\/pt-br\/revolucionando-a-industria-rocket-lab\/","title":{"rendered":"Revolucionando a ind\u00fastria: Rocket Lab"},"content":{"rendered":"\n<p>Muito se fala da SpaceX e da Blue Origin, mas h\u00e1 muitas outras empresas privadas criando seus pr\u00f3prios foguetes. Algumas delas, usando o que de fato s\u00e3o inova\u00e7\u00f5es na \u00e1rea. Este artigo \u00e9 um de uma s\u00e9rie sobre elas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rocket Lab&#039;s &#039;They Go Up So Fast&#039; Launches! (19th Electron Mission)\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rW0M_ZkevVU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A Rocket Lab \u00e9 uma empresa privada que tem desenvolvido foguetes sub-orbitais, orbitais pequenos e, agora, m\u00e9dios. Ela foi fundada em 2006 na Nova Zel\u00e2ndia, por iniciativa do engenheiro Neo-Zeland\u00eas Peter Beck, atrav\u00e9s de investidores principalmente da Nova Zel\u00e2ndia, incluindo um que disponibilizou sua ilha privada (Great Mercury Island) para os primeiros lan\u00e7amentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Rocket Lab mudou sua sede, em 2013, para o Sul da Calif\u00f3rnia. Inicialmente estabeleceu-se em Huntington Beach, indo depois para Long Beach, o que ajudou a ganhar mais contratos da NASA e do Departamento de Defesa americanos, assim como investidores americanos. Mas os seus lan\u00e7amentos continuaram sendo feitos da Nova Zel\u00e2ndia, no Complexo de Lan\u00e7amento 1, de propriedade da Rocket Lab, na pen\u00ednsula Mahia. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Rocket Lab Story\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4aJ5NPt5fSM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Os primeiros experimentos da Rocket Lab foram com um pequeno foguete suborbital, o \u0100tea (que significa espa\u00e7o na l\u00edngua nativa da Nova Zel\u00e2ndia), em 2009. Rapidamente a empresa usou a experi\u00eancia adquirida com ele para desenvolver o seu primeiro foguete orbital, o Electron. At\u00e9 o momento, a Rocket Lab realizou 21 lan\u00e7amentos do Electron, com 18 sucessos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.defense.gov\/2020\/Jan\/31\/2002241738\/-1\/-1\/0\/200131-D-RQ659-0001.JPG\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lan\u00e7amento de um Electron em janeiro de 2020, do Complexo de Lan\u00e7amento 1, na pen\u00ednsula Mahia, Nova Zel\u00e2ndia. Cr\u00e9dtios: Scott Andrews<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O Electron \u00e9 um foguete de 2 ou 3 est\u00e1gios. Ambos os est\u00e1gios principais s\u00e3o movidos pelos motores Rutherford de combust\u00edvel l\u00edquido (RP-1, uma forma refinada do Jet-A, que por sua vez \u00e9 uma forma refinada de querosene). O opcional 3\u00b0 est\u00e1gio usa o pequeno motor Curie, de monopropelente (Perclorato de Am\u00f4nia &#8211; Alum\u00ednio, AP Al). Com 18 m de altura, 12.5 t de massa, \u00e9 capaz de levar cargas de at\u00e9 300 kg para \u00f3rbita baixa, ou 200 kg para \u00f3rbita s\u00edncrona solar, a um pre\u00e7o por lan\u00e7amento de apenas $7.5M.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ser comum foguetes orbitais funcionarem com 2 est\u00e1gios de combust\u00edvel l\u00edquido RP-1, o Electron tem grandes inova\u00e7\u00f5es no motor e na constru\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>Estrutura de materiais comp\u00f3sitos: a maior parte do volume e peso de um foguete \u00e9 os tanques de combust\u00edvel e oxidante. Tradicionalmente esses elementos e demais elementos estruturais s\u00e3o feitos de metais como a\u00e7o, alum\u00ednio e tit\u00e2nio. O Electron tem esses elementos feitos de materiais comp\u00f3sitos de carbono, onde fibras s\u00e3o embebidas em ep\u00f3xi, e tudo \u00e9 curado em fornos.  Os materiais resultantes s\u00e3o mais leves que metais, para suportar as mesmas for\u00e7as. \u00c9 por isso que carros de alto desempenho trocaram o alum\u00ednio por comp\u00f3sitos, desde a d\u00e9cada de 1980 (no caso da F\u00f3rmula-1), v\u00e1rios outros esportes adotaram fibra de carbono em ve\u00edculos e equipamentos e a ind\u00fastria aeron\u00e1utica est\u00e1 lentamente adotando comp\u00f3sitos em partes cada vez maiores de aeronaves mais recentes, como os Boeing 747-8 e 787 e Airbus A-380 e A-350. Uma grande dificuldade que a Rocket Lab teve que superar foi encontrar como fazer a estrutura \/ tanques (os tangues s\u00e3o a pr\u00f3pria estrutura) aguentar, ao mesmo tempo, as temperaturas criog\u00eanicas internas (por volta de -180\u00b0C) e altas temperaturas externas (at\u00e9 300\u00b0C) do lado de fora, devido ao arrasto e compress\u00e3o adiab\u00e1tica do ar, e aguentar o contato com oxig\u00eanio l\u00edquido sem reagir com ele. A Rocket Lab ainda est\u00e1 inovando no processo de constru\u00e7\u00e3o: tradicionalmente, estruturas comp\u00f3sitas eram feitas com muto trabalho manual, o que, no caso do Electron, levava 400 horas para produzir todos os componentes. Com o uso do rob\u00f4 Rosie (sim, nomeado por causa da s\u00e9rie Os Jetsons), a Rocket Labs reduziu a fabrica\u00e7\u00e3o para 12 horas. O que tamb\u00e9m diminui muito o custo.<\/li>\n\n\n\n<li>Motores com bombas el\u00e9tricas: o Electron \u00e9 o primeiro foguete a n\u00e3o usar turbinas para as bombas (turbopumps). Todos os foguetes de combust\u00edvel l\u00edquido precisam bombear volumes enormes de combust\u00edvel e oxidante muito r\u00e1pido, para serem queimados nos motores. Por ter que lidar com alto volume, altas press\u00f5es e potencialmente baixas e altas temperaturas (combust\u00edvel ou oxidante poder ser armazenados criogenicamente e s\u00e3o aquecidos antes de chegar \u00e0 c\u00e2mara de combust\u00e3o), as turbinas e bombas de motores tradicionalmente eram as partes mais dif\u00edceis de serem desenhadas e constru\u00eddas. O motor Rutherford (homenagem ao f\u00edsico Neo-Zeland\u00eas Ernest Rutherford, um dos pioneiros da f\u00edsica nuclear) usa bombas el\u00e9tricas, alimentadas por baterias de pol\u00edmero de l\u00edtio (como computadores, celulares e carros el\u00e9tricos), o que tornou o desenho muito mais simples, robusto e barato. O segundo est\u00e1gio ainda tem um mecanismo de eje\u00e7\u00e3o das baterias usadas, para diminuir o peso. O uso de motores el\u00e9tricos \u00e9 um caso em que a Rocket Lab conseguiu uma inova\u00e7\u00e3o que quase todos na \u00e1rea diziam que n\u00e3o seria poss\u00edvel ou o resultado seria pior (algo que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum de acontecer como muitos acham). Tradicionalmente, se achava que a densidade energ\u00e9tica das baterias, muito menor que de propelentes, faria o sistema pesado demais. Mas a Rocket Lab notou que a efici\u00eancia energ\u00e9tica de turbinas de foguete tradicionalmente \u00e9 s\u00f3 em torno de 50%, porque a mistura precisa ser longe de estequiom\u00e9trica, para que o calor n\u00e3o destrua a bomba, e ainda adotou a estrat\u00e9gia de ejetar as baterias usadas, de forma que o peso delas efetivamente \u00e9 como peso de combust\u00edvel, vai diminuindo ao longo do v\u00f4o. Ela desenvolveu seus pr\u00f3prios motores el\u00e9tricos e controladores de alta pot\u00eancia, obtendo motores de pot\u00eancia equivalente a 110 cv (semelhante a um carro pequeno), do tamanho de uma lata de refrigerante. Os motores el\u00e9tricos ainda trouxeram ganhos em efici\u00eancia por poder funcionar at\u00e9 esvaziar os tanques de combust\u00edvel e por poderem controlar com precis\u00e3o a pot\u00eancia (o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel com turbinas).<\/li>\n\n\n\n<li>Motores parcialmente fabricados com impress\u00e3o em 3D: Motores tradicionalmente s\u00e3o feitos com milhares de pe\u00e7as, cada uma usinada e preparada individualmente, para depois serem montadas. Esse \u00e9 um processo que leva muito tempo para ser feito mantendo o controle de qualidade na fabrica\u00e7\u00e3o e montagem das pe\u00e7as &#8211; e por isso, tem muito custo. Por exemplo, cada uma das juntas por onde passam combust\u00edvel ou oxidante tem que aguentar alta press\u00e3o e variadas temperaturas sem vazamentos. Os motores Rutherford s\u00e3o parcialmente feitos com impress\u00e3o em 3D, o que permite gerar as complexas formas necess\u00e1rias precisamente e em poucas pe\u00e7as, precisando de muito menos montagem e testes ao final. O uso do mesmo motor no primeiro est\u00e1gio (8 deles) e no segundo (1 motor) tamb\u00e9m ajuda a Rocket Lab a economizar e produzir mais r\u00e1pido.<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00e3o \u00e9 parte do foguete, mas \u00e9 parte da receita da Rocket Lab para conseguir lan\u00e7ar com freq\u00fc\u00eancia: construiu sua pr\u00f3pria base de lan\u00e7amento, no que \u00e9 essencialmente um lugar isolado no meio do oceano. Isso \u00e9 importante para atingir a meta de lan\u00e7ar at\u00e9 uma vez a cada 3 dias: centros de lan\u00e7amento tradicionais, nos EUA, precisam de muito mais anteced\u00eancia para marcar um lan\u00e7amento, porque s\u00e3o muito ocupados e n\u00e3o t\u00eam disponibilidade para lan\u00e7ar com tanta freq\u00fc\u00eancia, porque necessitam de interromper muito tr\u00e1fego a\u00e9reo e mar\u00edtimo em uma grande \u00e1rea. Como exemplo, um lan\u00e7amento recente do Falcon Heavy, a partir da Fl\u00f3rida, resultou em mais de 500 v\u00f4os de linhas a\u00e9reas cancelados ou adiados, pelo fechamento do espa\u00e7o a\u00e9reo. Este foi o motivo de a Rocket Lab escolher seu local de lan\u00e7amento na Nova Zel\u00e2ndia.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Segundo Peter Beck, a prioridade clara da Rocket Lab \u00e9 permitir construir infraestrutura no espa\u00e7o, oferecendo aos clientes um lan\u00e7ador confi\u00e1vel e que possa ser lan\u00e7ado com muita freq\u00fc\u00eancia (at\u00e9 um a cada 3 dias, pela licen\u00e7a atual), e todas as decis\u00f5es de desenho foram para chegar a estes dois objetivos. As novas tecnologias n\u00e3o foram usadas s\u00f3 por serem novas, para ser diferente, mas porque eram poss\u00edveis e necess\u00e1rias. Para um cliente com um sat\u00e9lite pequeno (o mercado que mais tem crescido nos \u00faltimos anos), o pre\u00e7o por kg para \u00f3rbita da Rocket Lab n\u00e3o necessariamente seria menor que a op\u00e7\u00e3o tradicional (compartilhar um foguete grande, como um Falcon, com v\u00e1rios outros sat\u00e9lites), mas ao usar o Electron sozinho o cliente poder escolher livremente a data de lan\u00e7amento e a \u00f3rbita, o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel em um lan\u00e7amento compartilhado, e economiza no sat\u00e9lite, que n\u00e3o precisa ter tanto combust\u00edvel para ajustar sua \u00f3rbita depois do lan\u00e7amento. Al\u00e9m disso, pelo uso de bombas el\u00e9tricas, o Electron seria o foguete com a subida mais suave, o que permite desenhar sat\u00e9lites menos robustos (pois n\u00e3o precisam resistir a tantos esfor\u00e7os durante o lan\u00e7amento).<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, o que n\u00e3o \u00e9 exatamente revolucion\u00e1rio, mas \u00e9 uma das decis\u00f5es importantes tomadas pela empresa: minimizar a quantidade de lixo espacial que deixam em \u00f3rbita. Ap\u00f3s o segundo e o terceiro est\u00e1gios entregarem suas cargas, eles se colocam em uma \u00f3rbita el\u00edptica que intercepta a atmosfera, para reentrarem e ca\u00edrem em um lugar previamente escolhido no oceano.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o seja a prioridade (o mais importante para o Electron \u00e9 confiabilidade e produ\u00e7\u00e3o r\u00e1pida), a Rocket Lab est\u00e1 experimentando com a possibilidade de reusar o primeiro est\u00e1gio. Ela tem um sistema novo de prote\u00e7\u00e3o para a reentrada na atmosfera e a descida \u00e9 feita de p\u00e1ra-quedas, para n\u00e3o ter que carregar toda a massa de combust\u00edvel e oxidante que seria necess\u00e1ria para usar os motores. Nas tentativas iniciais, o foguete pousa de p\u00e1ra-quedas no oceano, mas h\u00e1 planos de passar a ser &#8220;pescado&#8221; em v\u00f4o por helic\u00f3ptero, antes de encostar no mar, para tornar o reuso mais f\u00e1cil (o foguete n\u00e3o enche de \u00e1gua). E parte da receita para maior efici\u00eancia e custo baixo da Rocket Lab \u00e9 uma receita que outras empresas novas, como a SpaceX, tamb\u00e9m usam: construir todo o foguete em sua pr\u00f3pria f\u00e1brica, sem terceirizar componentes para outras empresas. \u00c9 necess\u00e1rio um investimento inicial maior, para obter todos os equipamentos e contratar todo o pessoal necess\u00e1rio para todas as \u00e1reas (propuls\u00e3o, engenharia eletr\u00f4nica, engenharia el\u00e9trica, engenharia mec\u00e2nica, engenharia de materiais, software, etc.), mas isso evita as inefici\u00eancias intr\u00ednsecas de terceirizar trabalho, como gastar dinheiro com o lucro de cada empresa contratada e gastar tempo e dinheiro preparando especifica\u00e7\u00f5es, contratos e se comunicando com as outras empresas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rocket Lab | Global Facilities Tour\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KKHiPf8cEFk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Introducing Neutron\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/agqxJw5ISdk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 2021, a Rocket Lab anunciou a constru\u00e7\u00e3o do Complexo de Lan\u00e7amento 2, no Mid-Atlantic Spaceport, parte do NASA Wallops Flight Facility (perto da divisa entre Maryland e Virginia), operado pelo Goddard Space Flight Center da NASA. A Rocket Lab tinha a necessidade de um local de lan\u00e7amento nos EUA, para atender a clientes que n\u00e3o podem ou n\u00e3o querem levar seus sat\u00e9lites para outro pa\u00eds, e o Wallops foi uma boa op\u00e7\u00e3o em parte por ser bem menos ocupado que centros mais populares, como Cabo Canaveral e Vandenberg. A Rocket Lab tamb\u00e9m anunciou que vai se tornar uma sociedade an\u00f4nima, lan\u00e7ando a\u00e7\u00f5es no mercado para obter mais dinheiro, que ser\u00e1 usado principalmente para financiar seu pr\u00f3ximo foguete, o Neutron, que ser\u00e1 bastante maior que o Electron, capaz de levar at\u00e9 8 t para \u00f3rbita baixa e certificado para carregar humanos. Ele ser\u00e1 reutiliz\u00e1vel, pousando em uma plataforma no mar e ser\u00e1 lan\u00e7ado do Mid-Atlantic Regional Spaceport. Ainda n\u00e3o foi definido onde ser\u00e1 fabricado e \u00e9 esperado que s\u00f3 esteja pronto a partir de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra caracter\u00edstica da empresa, como pode ser notado pela quantidade de v\u00eddeos aqui postados, \u00e9 ser muito aberta, preocupada em se comunicar e mostrar o que est\u00e1 fazendo, de forma concreta e amig\u00e1vel, sem ser obcecada com propagandas fantasiosas. O diretor executivo, Peter Beck, que tamb\u00e9m \u00e9 o diretor t\u00e9cnico, tem bastante interesse em explicar o que fazem ao p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Veja mais em<\/h2>\n\n\n\n<p>Site oficial da Rocket Lab: <a href=\"https:\/\/www.rocketlabusa.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.rocketlabusa.com\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O diretor executivo, Peter Beck, explica rapidamente a nascente ind\u00fastria de foguetes pequenos e baratos<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Small rockets are the next space revolution | Peter Beck\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DhnBn_c9f8Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Tour da f\u00e1brica:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Exclusive look inside Rocket Lab&#039;s factory!\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-VGZ8DGkiyc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma longa entrevista com o diretor executivo, Peter Beck, discutindo muito mais detalhes da hist\u00f3ria da empresa e do funcionamento do foguete.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"A conversation with Rocket Lab founder and CEO Peter Beck\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Nj9BncsgvuQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito se fala da SpaceX e da Blue Origin, mas h\u00e1 muitas outras empresas privadas criando seus pr\u00f3prios foguetes. Algumas delas, usando o que de fato s\u00e3o inova\u00e7\u00f5es na \u00e1rea. Este artigo \u00e9 um de uma s\u00e9rie sobre elas. 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