{"id":45,"date":"2021-11-25T21:15:00","date_gmt":"2021-11-25T21:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/52.10.41.231\/?p=45"},"modified":"2022-07-13T14:56:16","modified_gmt":"2022-07-13T14:56:16","slug":"futuro-proximo-jwst","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aerospacetoday.net\/pt-br\/futuro-proximo-jwst\/","title":{"rendered":"Futuro Pr\u00f3ximo: JWST"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/8099\/8518326751_c43a102ba5_o.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption>Um modelo em escala real do JWST, cercado por parte da equipe que trabalhou nele, no Centro de V\u00f4o Espacial Goddard (NASA\/GSFC), em Maryland, EUA. Cr\u00e9ditos: NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Atualiza\u00e7\u00e3o: veja tamb\u00e9m nosso artigo sobre os instrumentos e as primeiras imagens cient\u00edficas:<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-aerospace-today wp-block-embed-aerospace-today\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"FxMIQbS7el\"><a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/jwst-entra-em-operacao-cientifica\/\">JWST entra em opera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;JWST entra em opera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica&#8221; &#8212; Aerospace Today\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/jwst-entra-em-operacao-cientifica\/embed\/#?secret=FxMIQbS7el\" data-secret=\"FxMIQbS7el\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Atualiza\u00e7\u00e3o: veja nosso artigo sobre o lan\u00e7amento:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-aerospace-today wp-block-embed-aerospace-today\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"vah5mHpA4b\"><a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/essa-semana-em-ar-e-espaco-lancado-o-jwst\/\">Essa semana em ar e espa\u00e7o: lan\u00e7ado o JWST!<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Essa semana em ar e espa\u00e7o: lan\u00e7ado o JWST!&#8221; &#8212; Aerospace Today\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/essa-semana-em-ar-e-espaco-lancado-o-jwst\/embed\/#?secret=vah5mHpA4b\" data-secret=\"vah5mHpA4b\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Finalmente est\u00e1 pr\u00f3ximo o lan\u00e7amento do Telesc\u00f3pio JWST. Depois de 25 anos de prepara\u00e7\u00e3o, o telesc\u00f3pio, que foi terminado nas instala\u00e7\u00f5es da Northrop Grumman, em Redondo Beach (sub\u00farbio de Los Angeles, Calif\u00f3rnia), passou por todos os testes e foi transportado por navio (ele n\u00e3o cabe mais em avi\u00f5es), passando pelo Canal do Panam\u00e1, at\u00e9 a Guiana Francesa. Ele ser\u00e1 lan\u00e7ado em um foguete Ariane 5, do Centro Espacial da Guiana, a partir de 25 de dezembro de 2021. Esse \u00e9, de longe, o maior telesc\u00f3pio espacial j\u00e1 constru\u00eddo e permitir\u00e1 muitas novas pesquisas em Astronomia, conseguindo observar no infravermelho objetos muito mais t\u00eanues do que foi poss\u00edvel at\u00e9 hoje. <\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7nT7JGZMbtM\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Para que vai servir o JWST?<\/h2>\n\n\n\n<p>O JWST \u00e9 o pr\u00f3ximo grande observat\u00f3rio de uso geral a ser lan\u00e7ado ao espa\u00e7o. &#8220;De uso geral&#8221; significa que, assim como a maior parte dos observat\u00f3rios em terra, ele n\u00e3o est\u00e1 restrito a ser usado para um \u00fanico (ou poucos) projetos espec\u00edficos (como, por exemplo, telesc\u00f3pios dedicados a procurar aster\u00f3ides pr\u00f3ximos da Terra, ou para detectar planetas extrassolares). Pesquisadores j\u00e1 podem fazer suas propostas de observa\u00e7\u00e3o com o JWST (chamados, em astronomia, de &#8220;pedidos de tempo&#8221;, porque se est\u00e1 solicitando usar o telesc\u00f3pio por um certo n\u00famero de horas), para qualquer projeto de pesquisa que pode se beneficiar de suas observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo de colocar o telesc\u00f3pio no espa\u00e7o \u00e9 estar livre da atmosfera da Terra, que dificulta, ou mesmo impede completamente, v\u00e1rios tipos de observa\u00e7\u00f5es. Telesc\u00f3pios operam coletando luz, cada um operando em uma certa faixa do espectro eletromagn\u00e9tico. Por exemplo, alguns operam com ondas de r\u00e1dio (por isso chamados radiotelesc\u00f3pios), outros com luz infravermelha, outros com luz vis\u00edvel, outros com luz ultravioleta. O JWST \u00e9 um telesc\u00f3pio predominantemente para luz infravermelha, sendo capaz de detectar luz com comprimentos de onda entre 0.6 \u00b5m a 28 \u00b5m. Grande parte dessa faixa \u00e9 imposs\u00edvel de ser observada de terra, porque a luz \u00e9 absorvida pela atmosfera e parte dela pode ser observada de terra, mas a atmosfera atrapalha, impedindo a observa\u00e7\u00e3o de objetos muito t\u00eanues e limitando a resolu\u00e7\u00e3o que pode ser atingida, por causa de turbul\u00eancia na atmosfera (como a dificuldade para ler claramente um texto que esteja no fundo de uma piscina).<\/p>\n\n\n\n<p>Estando no espa\u00e7o e com o tamanho do JWST, com 6.5 m de di\u00e2metro, vai ser poss\u00edvel observar objetos muito mais t\u00eanues do que j\u00e1 foi poss\u00edvel e com uma resolu\u00e7\u00e3o melhor do que qualquer outro telesc\u00f3pio de infravermelho j\u00e1 teve. Com essas caracter\u00edsticas, as principais \u00e1reas de estudo que devem se beneficiar do JWST s\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<ul><li>O in\u00edcio do universo: devido \u00e0 expans\u00e3o do universo e ao efeito Doppler, a maior parte da radia\u00e7\u00e3o emitida pelas gal\u00e1xias mais distantes, a uns 13 bilh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia (portanto, emitida h\u00e1 13 bilh\u00f5es de anos) est\u00e1 no infravermelho, podendo ser observada com o JWST.<\/li><li>Evolu\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias: como vai poder observar as gal\u00e1xias mais antigas e t\u00eanues,  estas poder\u00e3o ser comparadas com as mais novas,  para infornar como gal\u00e1xias evoluem no tempo.<\/li><li>Vida das estrelas: como no infravermelho \u00e9 poss\u00edvel observar melhor atrav\u00e9s das nuvens de g\u00e1s e poeira que ocultam as estrelas mais jovens, o JWST vai trazer mais dados sobre a forma\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio da vida de estrelas.<\/li><li>Planetas: os gases comuns em atmosferas planet\u00e1rias absorvem luz em muitos comprimentos de onda no infravermelho (exatamente o motivo de n\u00e3o ser poss\u00edvel observar a partir da Terra) e por isso os instrumentos poder\u00e3o ser usados para medir a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das atmosferas de outros planetas, tanto no Sistema Solar como fora (os exoplanetas).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Atualiza\u00e7\u00e3o: Veja mais sobre os instrumentos do JWST em nosso outro artigo:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-aerospace-today wp-block-embed-aerospace-today\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"VfHzXWoCpp\"><a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/jwst-entra-em-operacao-cientifica\/\">JWST entra em opera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;JWST entra em opera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica&#8221; &#8212; Aerospace Today\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/jwst-entra-em-operacao-cientifica\/embed\/#?secret=VfHzXWoCpp\" data-secret=\"VfHzXWoCpp\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 o telesc\u00f3pio?<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/5687\/30116152713_c168505441_o.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption>Parte do JWST durante sua constru\u00e7\u00e3o, no Centro Espacial Goddard, da NASA. Cr\u00e9ditos: NASA \/ Chris Gunn.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sempre que o JWST \u00e9 mencionado, h\u00e1 compara\u00e7\u00f5es com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble (HST, na sigla em ingl\u00eas). O que n\u00e3o \u00e9 estranho, j\u00e1 que al\u00e9m de ser o mais famoso telesc\u00f3pio espacial, o Hubble \u00e9 o observat\u00f3rio mais importante em exist\u00eancia. O HST, em opera\u00e7\u00e3o desde 1991, trouxe dados revolucion\u00e1rios \u00e0 Astronomia, imposs\u00edveis de serem obtidos por qualquer outro telesc\u00f3pio at\u00e9 hoje. Ele consegue observar, de muitas formas diferentes (gra\u00e7as aos seus muitos instrumentos), luz do ultravioleta ao infravermelho (incluindo luz vis\u00edvel) com uma sensibilidade e resolu\u00e7\u00e3o espacial em luz vis\u00edvel e ultravioleta insuper\u00e1veis por qualquer outro telesc\u00f3pio at\u00e9 hoje. Ele foi (e ainda \u00e9) extremamente importante em todas as \u00e1reas da Astronomia: cosmologia (estudo das origens do universo), evolu\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias, astrof\u00edsica estelar e ci\u00eancias planet\u00e1rias. Por esse motivo ele \u00e9 tamb\u00e9m o observat\u00f3rio usado de forma mais eficiente: ele opera 24 h por dia, todos os dias do ano (a n\u00e3o ser quando tem que parar por problemas t\u00e9cnicos) e todas as observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o planejadas muito cuidadosamente, ao n\u00edvel de decidir o que ele vai estar fazendo a cada minuto, para que praticamente n\u00e3o passe tempo nenhum ocioso. Por isso tamb\u00e9m ele \u00e9 o telesc\u00f3pio mais concorrido: embora qualquer pessoa no mundo possa fazer uma proposta para o usar, s\u00e3o muito poucos os projetos que s\u00e3o aceitos (por volta de 1 a cada 20), pois n\u00e3o h\u00e1 tempo suficiente para ele fazer tudo que \u00e9 proposto. \u00c9 como um vestibular ou concurso muito concorrido. E a concorr\u00eancia s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior que esses &#8220;20 candidatos por vaga&#8221; porque a maioria dos astr\u00f4nomos que gostaria de o usar nem chega a tentar, por saber que a chance de ser escolhido \u00e9 muito baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o JWST se compara ao HST? Bem, apesar de ser apresentado como &#8220;sucessor do Hubble&#8221;, o JWST n\u00e3o o \u00e9 exatamente. Isso porque o JWST s\u00f3 vai ser capaz de observar luz infravermelha (e um pouco de luz vis\u00edvel, vermelha). Ele n\u00e3o vai ser capaz de observar a maior parte do espectro vis\u00edvel, nem ultravioleta, como o Hubble consegue, mas vai ser capaz de observar em comprimentos de onda no infravermelho que o Hubble n\u00e3o alcan\u00e7a. Com um di\u00e2metro de 6.5 metros, comparado aos 2.4 metros do Hubble, o JWST ser\u00e1 muito mais capaz que o Hubble no infravermelho. <\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/j3mk6tUokm4\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>A outra grande diferen\u00e7a entre o JWST e o HST \u00e9 onde ele vai ficar: enquanto o Hubble est\u00e1 em \u00f3rbita baixa da Terra (550 km da superf\u00edcie) e foi feito para ser acess\u00edvel para manuten\u00e7\u00e3o por astronautas no \u00f4nibus espacial, o JWST vai estar muito mais longe: ele vai ser colocado em um dos chamados pontos Lagrangeanos do sistema Terra-Sol. Esse lugar, do outro lado da Lua, a 1.5 milh\u00f5es de km da Terra (como compara\u00e7\u00e3o, a Lua est\u00e1 a uns 383 mil km), \u00e9 longe demais para que haja qualquer possibilidade de manuten\u00e7\u00e3o. Ele foi escolhido porque nessa regi\u00e3o o Sol, a Terra e a Lua est\u00e3o sempre na mesma dire\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 importante para o JWST, que precisa manter seu escudo solar apontado para os 3, para o proteger da radia\u00e7\u00e3o vis\u00edvel e infravermelha, que esquentaria o telesc\u00f3pio. Isso \u00e9 necess\u00e1rio porque para operar eficientemente no infravermelho, \u00e9 importante que a temperatura do JWST seja mantida muito baixa (abaixo de 50 K, ou -223 \u00b0C) e seja muito est\u00e1vel. Toda a grande estrutura do lado &#8220;de baixo&#8221; do JWST (de baixo nas fotos mostradas aqui) \u00e9 um escudo de 5 camadas, para refletir a energia radiativa do Sol, Terra e Lua, mantendo o telesc\u00f3pio muito frio.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja nesse v\u00eddeo como deve ser toda a complexa seq\u00fc\u00eancia de lan\u00e7amento e abertura do telesc\u00f3pio.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/v6ihVeEoUdo\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como foi constru\u00eddo?<\/h2>\n\n\n\n<p>O JWST \u00e9 formado de dois elementos principais: o telesc\u00f3pio e a nave (<em>telescope element<\/em> e <em>spacecraft element<\/em>). A parte do telesc\u00f3pio cont\u00e9m o telesc\u00f3pio em si e os instrumentos cient\u00edficos que s\u00e3o acoplados a ele. A parte da nave cont\u00e9m os escudos t\u00e9rmicos, pain\u00e9is solares, propuls\u00e3o (para ajustar a \u00f3rbita), motores e rodas de rea\u00e7\u00e3o para apontamento (para apontar para o local do c\u00e9u a ser observado, com precis\u00e3o muito alta), comunica\u00e7\u00f5es (para receber comandos da Terra e mandar para a Terra os dados coletados) e os computadores que controlam toda a opera\u00e7\u00e3o. Estes dois segmentos de caracter\u00edsticas t\u00e3o distintas foram constru\u00eddos separadamente: o segmento da nave foi feito pela empresa Northrop Grumman, principalmente em suas instala\u00e7\u00f5es em Redondo Beach (sub\u00farbio de Los Angeles). O segmento do telesc\u00f3pio foi constru\u00eddo nas instala\u00e7\u00f5es do Centro de V\u00f4o Espacial Goddard, da NASA (GSFC, na sigla em ingl\u00eas), com contribui\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias outras institui\u00e7\u00f5es, principalmente no desenvolvimento dos instrumentos, incluindo Lockheed Martin, Universidade do Arizona, Ag\u00eancia Espacial Europ\u00e9ia (ESA), Ag\u00eancia Espacial Canadense (CSA), Airbus, Carl Zeiss (Alemanha), Centro de Tecnologia de Astronomia do Reino Unido, Astrium (Alemanha), JPL (Laborat\u00f3rio de Propuls\u00e3o a Jato, da NASA, operado pela universdidade California Institute of Technology) e Universidade de Montr\u00e9al. Grande parte do delicado trabalho de integra\u00e7\u00e3o (juntar todos os componentes de origens diferentes) do telesc\u00f3pio foi feita nas instala\u00e7\u00f5es do GSFC pela empresa L3 Harris. Ap\u00f3s o elemento do telesc\u00f3pio finalmente ter sido conclu\u00eddo e testado, em 2017, ele foi embalado e transportado de avi\u00e3o para o Centro Espacial Johnson, (JSC) da NASA, em Houston (Texas), para seus testes de termov\u00e1cuo. Estes s\u00e3o os testes em que o equipamento \u00e9 colocado em uma c\u00e2mara de v\u00e1cuo, fria, e operados l\u00e1 dentro, para verificar se tudo funciona em um ambiente como o que vai ser encontrado no espa\u00e7o. Devido ao tamanho de todo o elemento do telesc\u00f3pio, essa parte teve que ser executada nas grandes c\u00e2maras de v\u00e1cuo do JSC, que foram constru\u00eddas no programa Apollo para testar componentes grandes como o m\u00f3dulo lunar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/sttars.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption>Container contendo o elemento do telesc\u00f3pio, em sua chegada ao Johnson Space Center, em Houston, Texas. Ao fundo, \u00e0 esquerda (onde est\u00e1 o logotipo da NASA), pode se ver a porta da c\u00e2mara de v\u00e1cuo a ser usada nos testes. Pode-se ver tamb\u00e9m os equipamentos de ar-condicionado e filtragem do ar que fazem parte do container. Cr\u00e9ditos: NASA \/ Chris Gunn.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s passar por todos os testes no JSC, o telesc\u00f3pio foi embalado novamente, dessa vez para ser transportado para as instala\u00e7\u00f5es da Northrop Grumman, em Redondo Beach, para ser integrado ao elemento da nave.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/vis\/a010000\/a012800\/a012881\/6.2_Move_from_LAX_to_Northrop_GoPro_Timelapse.mp4\"><\/video><figcaption>Container com o elemento do telesc\u00f3pio sendo descarregado de um avi\u00e3o C5 Super Galaxy no Aeroporto Internacional de Los Angeles, para ser transportado para as instala\u00e7\u00f5es da Northrop Grumman, em 2018. Cr\u00e9ditos: NASA \/ Michael McClare \/ Sophia Roberts \/ Chris Gunn \/ Michael Menzel. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Agora que o telesc\u00f3pio terminou de ser integrado \u00e0 nave e ambos passaram por todos os testes, o JWST completo foi <a href=\"http:\/\/aerospacetoday.net\/essa-semana-em-ar-e-espaco-perseverance-firefly-alpha-james-webb\/\">preparado para o transporte para o lan\u00e7amento<\/a>, que foi marcado para a partir de 22 de dezembro de 2021. Como o conjunto todo \u00e9 muito grande para ser transportado de avi\u00e3o, ele seguiu de navio, passando pelo Canal do Panam\u00e1, para chegar ao Centro Espacial Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa. Ao contr\u00e1rio do Hubble, ou de qualquer outra miss\u00e3o de grande porte da NASA, ele n\u00e3o ser\u00e1 lan\u00e7ado dos EUA, pois parte da parceria da Ag\u00eancia Espacial Europ\u00e9ia (ESA) na miss\u00e3o ser\u00e1 prover o lan\u00e7amento, atrav\u00e9s de um foguete Ariane 5. Os elementos do foguete&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/ESA_Multimedia\/Images\/2021\/09\/Ariane_5_elements_for_Webb_launch_reach_Europe_s_Spaceport#.YTdoAvZwC0Y.link\" target=\"_blank\">chegaram ao centro de lan\u00e7amento<\/a>, vindos da Europa, de navio, no dia 3 de setembro de 2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como ele vai ser operado? Quem vai poder o usar?<\/h2>\n\n\n\n<p>Assim como o Hubble, o JWST ser\u00e1 operado pelo Space Telescope Science Institute (STScI), localizado no campus da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland. O STScI ter\u00e1 as tarefas de selecionar os projetos que v\u00e3o usar o telesc\u00f3pio, agendar as observa\u00e7\u00f5es, gerar todos os comandos para operar o telesc\u00f3pio, obter os dados, baixar os e processar os dados e manter o funcionamento do observat\u00f3rio e do arquivo de observa\u00e7\u00f5es. Ao contr\u00e1rio do Hubble, que est\u00e1 em \u00f3rbita baixa da Terra e por isso pode se comunicar praticamente o tempo todo, atrav\u00e9s de sat\u00e9lites da rede TDRSS e esta\u00e7\u00f5es de Terra, o JWST, estando muito mais longe (mais longe que a Lua), vai se comunicar mais esporadicamente, atrav\u00e9s da Deep Space Network (DSN), operada pelo centro JPL da NASA. A DSN \u00e9 uma rede formada por 3 esta\u00e7\u00f5es espalhadas a aproximadamente 120\u00b0 de longitude uma da outra, em Goldstone (Calif\u00f3rnia), Madrid (Espanha) e Canberra (Austr\u00e1lia), cada uma contando com v\u00e1rias grandes antenas parab\u00f3licas, de at\u00e9 70 m de di\u00e2metro,  para conseguir se comunicar com sondas distantes (o que se chama <em>deep space<\/em>), o que inclui todas as sondas mandadas para outros planetas e at\u00e9 as Voyager, que j\u00e1 est\u00e3o fora do Sistema Solar. Apesar de ter muitas antenas, por ser respons\u00e1vel pela comunica\u00e7\u00e3o com dezenas de miss\u00f5es, a DSN n\u00e3o pode ter uma antena sempre apontando para o JWST.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/5\/53\/Canberra_Deep_Space_Communication_Complex_-_general_view_%282174403243%29.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption>O complexo de comunica\u00e7\u00f5es de espa\u00e7o profundo de Canberra, em 2008. Cr\u00e9ditos: Ryan Wick.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m assim como com o Hubble, o JWST estar\u00e1 aberto \u00e0 comunidade astron\u00f4mica de todo o mundo, gratuitamente. Mas como n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel atender a todos os interessados em usar o telesc\u00f3pio (\u00e9 s\u00f3 um telesc\u00f3pio, para milhares de astr\u00f4nomos pelo mundo), a escolha de quem vai observar e por quanto tempo \u00e9 feita por uma comiss\u00e3o de especialistas do STScI e de outras institui\u00e7\u00f5es. Uma vez por ano, \u00e9 aberto o per\u00edodo de pedidos de tempo, que s\u00e3o as propostas escritas pelos astr\u00f4nomos interessados descrevendo que observa\u00e7\u00f5es querem fazer com o telesc\u00f3pio, quanto tempo elas v\u00e3o gastar, como ser\u00e3o feitas (que instrumentos usar, em que configura\u00e7\u00f5es) e qual \u00e9 a justificativa: qual \u00e9 a &#8220;grande quest\u00e3o&#8221; que pode ser resolvida com essa observa\u00e7\u00e3o e porque ela precisa desse telesc\u00f3pio (ao inv\u00e9s de algum outro observat\u00f3rio qualquer). Como o JWST (assim como o Hubble) \u00e9 uma plataforma de caracter\u00edsticas \u00fanicas, haver\u00e1 muito interesse nele, o que resulta em muito mais propostas do que \u00e9 poss\u00edvel conceder. Tipicamente, para o Hubble, o n\u00famero de propostas submetidas \u00e9 10 a 30 vezes maior do que \u00e9 poss\u00edvel conceder (mesmo com o telesc\u00f3pio operando praticamente 24 horas por dia, 365 dias por ano). Vale mencionar que o STScI tem uma inova\u00e7\u00e3o recente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maioria dos observat\u00f3rios astron\u00f4micos: as propostas de observa\u00e7\u00e3o submetidas s\u00e3o anonimizadas antes de serem avaliadas pela comiss\u00e3o (isto \u00e9, a comiss\u00e3o n\u00e3o sabe os nomes dos autores das propostas), para evitar vieses. Um dos resultados da ado\u00e7\u00e3o dessa medida \u00e9 que o n\u00famero de propostas concedidas a mulheres passou a ser a maioria, algo que nunca tinha acontecido antes da anonimiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que ele atrasou tanto e est\u00e1 t\u00e3o acima do or\u00e7amento original?<\/h2>\n\n\n\n<p>O projeto foi proposto em 1996, seguindo o grande sucesso do Hubble, como um grande passo para um pr\u00f3ximo telesc\u00f3pio espacial muito maior e mais capaz. Foram definidos os principais par\u00e2metros: um telesc\u00f3pio de 8 m de di\u00e2metro para observar no infravermelho, a ser colocado no ponto Lagrangeano L<sub>2<\/sub> (portanto sem possibilidade de manuten\u00e7\u00e3o por astronautas).  O ambicioso projeto foi estimado, seguindo a pol\u00edtica &#8220;<em>faster, better, cheaper<\/em>&#8221; (&#8220;mais r\u00e1pido, melhor e mais barato&#8221; que dominou a NASA na d\u00e9cada de 1990, durante a administra\u00e7\u00e3o de Daniel Goldin), como realiz\u00e1vel em 10 anos a um custo de $500 milh\u00f5es. Como ent\u00e3o ele chegou a 2021 a um custo de cerca de $10 bilh\u00f5es? Houve dois principais fatores:<\/p>\n\n\n\n<ol><li>A mudan\u00e7a da contabilidade do custo de miss\u00f5es para &#8220;full cost accounting&#8221;, o que significa incluir na conta da miss\u00e3o muitas categorias de gastos que antes ficavam na conta da opera\u00e7\u00e3o dos centros da NASA onde o trabalho era executado.<\/li><li>O JWST, como o Hubble, \u00e9 dependente de conseguir construir os melhores instrumentos astron\u00f4micos de sua classe, em uma vers\u00e3o robusta o suficiente para que estes delicados instrumentos sobrevivam ao lan\u00e7amento e ao ambiente do espa\u00e7o, funcionando por anos seguidos sem receber manuten\u00e7\u00e3o &#8211; ao contr\u00e1rio de observat\u00f3rios de terra, onde h\u00e1 uma equipe constantemente desmontando e reparando os instrumentos. E para a proposta do JWST ainda eram necess\u00e1rios dois grandes novos passos: fazer um espelho segmentado dobr\u00e1vel, para ser aberto em \u00f3rbita (pois o espelho \u00e9 grande demais para caber em um foguete sem ser dobrado), o que requer alt\u00edssima precis\u00e3o no posicionamento dos segmentos ap\u00f3s a abertura e conseguir ter um grande isolamento t\u00e9rmico, para poder observar objetos muito t\u00eanues no infravermelho. Ao contr\u00e1rio do Hubble, que teve o telesc\u00f3pio e a nave derivados de telesc\u00f3pios espaciais j\u00e1 existentes (e, portanto, cujo desenvolvimento j\u00e1 tinha sido pago) usados pelo Departamento de Defesa (eram sat\u00e9lites espi\u00f5es), o JWST teve que desenvolver estas tecnologias cruciais a partir do zero. As primeiras estimativas de tempo e custo para resolver todos estes desafios tecnol\u00f3gicos eram excessivamente otimistas, subestimando o trabalho necess\u00e1rio para tornar prontas para v\u00f4o v\u00e1rias novas tecnologias.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Conforme <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/440140a\" target=\"_blank\">detalhado em uma an\u00e1lise publicada na Nature<\/a> em 2006, antes ainda de o telesc\u00f3pio atingir o Preliminary Design Review (PDR &#8211; revis\u00e3o preliminar do desenho, uma grande e complexa avalia\u00e7\u00e3o de todo o projeto para determinar se ele tem um plano vi\u00e1vel e concreto para ser realizado, necess\u00e1ria para autorizar a constru\u00e7\u00e3o), j\u00e1 estava bem claro que as estimativas iniciais de custo estavam muito erradas. Isso foi atribu\u00eddo em parte \u00e0 press\u00e3o pol\u00edtica do &#8220;faster, better, cheaper&#8221;, em que aceitava-se um risco maior para fazer as miss\u00f5es serem mais baratas. Influenciadas por essa press\u00e3o por baixo custo, propostas da \u00e9poca eram excessivamente otimistas, n\u00e3o dando tempo e or\u00e7amento suficientes para todos os testes e conting\u00eancias (altera\u00e7\u00f5es no projeto resultantes de testes ou simula\u00e7\u00f5es indicarem que o projeto atual n\u00e3o vai atender a todos os requisitos, ou simplesmente decorrentes de outros atrasos). Havia uma certa inclina\u00e7\u00e3o na \u00e9poca a subestimar os custos de propostas para conseguir que o Congresso as aprovasse, contando que quando faltasse dinheiro no futuro se conseguiria extens\u00f5es de or\u00e7amento e prazo, para n\u00e3o perder o trabalho j\u00e1 realizado.<\/p>\n\n\n\n<p>No come\u00e7o da d\u00e9cada de 2000, depois da perda de duas miss\u00f5es seguidas para Marte (Mars Polar Lander e Mars Climate Orbiter) e do observat\u00f3rio espacial Wide-Field Infrared Explorer, todos em 1999, a NASA a come\u00e7ou a abandonar o &#8220;faster, better, cheaper&#8221; e retomar sua estrat\u00e9gia tradicional de testar e revisar intensamente antes do lan\u00e7amento, voltando a maiores tempos de prepara\u00e7\u00e3o e maiores custos. Podemos notar que foi uma decis\u00e3o de diminuir o n\u00famero de testes antes do lan\u00e7amento que resultou em n\u00e3o ter sido detectado que o espelho principal do Hubble foi feito com a forma errada, algo que teria inutilizado o observat\u00f3rio, caso n\u00e3o tivesse sido poss\u00edvel corrigir o problema com a instala\u00e7\u00e3o por astronautas de novos elementos \u00f3pticos. E com o JWST n\u00e3o haver\u00e1 chance de visitas. Ele tem que funcionar do jeito que for lan\u00e7ado. Por isso, muitos testes s\u00e3o necess\u00e1rios para ter certeza de que tudo vai funcionar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas mesmo com a estimativa mais realista de 2008, depois desse ponto novos problemas encontrados no desenvolvimento e teste das tecnologias mais dif\u00edceis e cruciais do telesc\u00f3pio levaram a um gradual aumento no custo e atrasos no lan\u00e7amento. Em 2011, ap\u00f3s uma revis\u00e3o independente do projeto e o Congresso decidir cortar $1.9 bilh\u00f5es do or\u00e7amento de ci\u00eancia da NASA para 2012, o Congresso prop\u00f4s cancelar o JWST, ap\u00f3s $3 bilh\u00f5es gastos at\u00e9 ent\u00e3o, faltando (pela estimativa da \u00e9poca) mais $3.5 bilh\u00f5es. O que resultou em enorme rea\u00e7\u00e3o da comunidade astron\u00f4mica internacional. O observat\u00f3rio havia sido apontado como prioridade para a astronomia em dois levantamentos seguidos em que a comunidade define os objetivos e prioridades para a pesquisa na d\u00e9cada se iniciando (os <em>decadal surveys<\/em>, de 1990 e 2000). Esta press\u00e3o fez Congresso mudar de ideia e aprovar continuar seu financiamento, at\u00e9 um teto de $8 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nessa \u00e9poca havia tamb\u00e9m cr\u00edticas por parte da comunidade astron\u00f4mica, que embora reconhecendo o m\u00e9rito do JWST, considerava que o custo estava sendo alto demais, pois ele estava consumindo todos os recursos para astronomia espacial, com outras miss\u00f5es sendo adiadas ou canceladas para haver dinheiro para o JWST (um <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/4671028a\" target=\"_blank\">artigo de 2010 na Nature<\/a> tinha o t\u00edtulo &#8220;JWST: o telesc\u00f3pio que comeu a Astronomia&#8221;, em nossa tradu\u00e7\u00e3o).  A principal resposta dada pelos astr\u00f4nomos defendendo a continua\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 que um telesc\u00f3pio deste n\u00edvel \u00e9 intrinsecamente muito caro. Uma estimativa de 2015 para considerar o custo total do Hubble (considerando &#8220;full cost accounting&#8221; e todas as visitas de \u00f4nibus espaciais para manuten\u00e7\u00e3o) calculou $11.3 bilh\u00f5es, at\u00e9 2015 &#8211; embora deva ser notado que naquele ponto o Hubble j\u00e1 tinha rendido 24 anos de observa\u00e7\u00f5es. Portanto, o JWST n\u00e3o seria sem precedentes em custo.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois deste ponto, os aumentos e atrasos foram predominantemente decorrentes de testes com o telesc\u00f3pio, a nave e os dois integrados, que mostraram problemas que precisavam de mais trabalho para serem resolvidos. Neste est\u00e1gio, estes eram em geral testes para verificar se todos os elementos eram robustos o suficiente para resistir ao lan\u00e7amento e o ambiente no espa\u00e7o. A essa altura, todo o trabalho e custo at\u00e9 o momento fazem com que mais cuidado ainda seja tomado, para ter mais certeza de que tudo vai funcionar, para n\u00e3o perder tudo depois do lan\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima not\u00edcia (na data em que escrevemos) \u00e9 que houve mais um adiamento. O lan\u00e7amento estava marcado para 18 de dezembro de 2021. Mas no dia 22 de novembro, enquanto a empresa Arianespace estava abastecendo o combust\u00edvel do JWST, uma bra\u00e7adeira que o segurava ao adaptador do foguete escapou, &#8220;causando vibra\u00e7\u00e3o em todo o observat\u00f3rio&#8221; (em nossa tradu\u00e7\u00e3o). A NASA montou um comit\u00ea de investiga\u00e7\u00e3o da anomalia, para examinar e testar o JWST, que determinou que n\u00e3o houve danos a ele. Isso atrasou o lan\u00e7amento, para o dia 22 de dezembro. Depois de um problema com um cabo de comunica\u00e7\u00f5es entre o telesc\u00f3pio e o foguete ser resolvido, o que adiou para dia 24 de dezembro, e da previs\u00e3o do tempo adiar por mais um dia, a data atual para o lan\u00e7amento \u00e9 25 de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De onde veio o nome e porque ele pode ser um problema?<\/h2>\n\n\n\n<p>O observat\u00f3rio, que originalmente era Next Generation Space Telescope, foi renomeado em 2002, em homenagem a James Webb, que foi o segundo administrador da NASA durante o per\u00edodo cr\u00edtico do programa Apollo, de 1961 a 1968. Mais do que &#8220;apenas&#8221; administrar a enorme expans\u00e3o da ag\u00eancia e todo o trabalho necess\u00e1rio para que o programa Apollo tivesse sucesso, Webb costuma ser creditado por sua grande habilidade pol\u00edtica, necess\u00e1ria para negociar com o Congresso ao longo destes anos para manter o suporte e financiamento necess\u00e1rios para o sucesso do Apollo, principalmente ap\u00f3s a investiga\u00e7\u00e3o do desastre da Apollo I. \u00c9 bom lembrar que Webb n\u00e3o era cientista ou engenheiro, mas um pol\u00edtico de longa carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema veio \u00e0 tona em 2021, quando mais de 1200 cientistas assinaram uma peti\u00e7\u00e3o pedindo que o observat\u00f3rio fosse renomeado, devido \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es de que Webb perseguia gays e l\u00e9sbicas nas d\u00e9cadas de 1950 e 1960. A NASA abriu uma investiga\u00e7\u00e3o, <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-021-02678-1\" target=\"_blank\">mas o resultado foi bastante decepcionante:<\/a> apenas uma declara\u00e7\u00e3o de apenas uma frase do atual administrador, Bill Nelson, dizendo que &#8220;n\u00e3o encontraram ind\u00edcios que suportem uma mudan\u00e7a de nome&#8221;. N\u00e3o foi divulgado um relat\u00f3rio da investiga\u00e7\u00e3o, nem muitos outros detalhes al\u00e9m de afirmar que n\u00e3o encontraram evid\u00eancias nos documentos que puderam analisar, mas a an\u00e1lise foi limitada a documentos que tinham sido digitalizados no passado, porque alguns arquivos e bibliotecas relevantes est\u00e3o fechados devido \u00e0 pandemia de COVID-19. Ap\u00f3s este resultado, a comunidade astron\u00f4mica ainda est\u00e1 considerando como responder. N\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel boicotar um telesc\u00f3pio \u00fanico que durante duas d\u00e9cadas consumiu uma fra\u00e7\u00e3o enorme de todos os recursos da Astronomia, ao custo de outros projetos. Uma das propostas \u00e9 elaborar uma declara\u00e7\u00e3o sobre as suspeitas a ser inclu\u00edda nas cita\u00e7\u00f5es ao telesc\u00f3pio em artigos cient\u00edficos. Outra \u00e9 boicotar o nome, usando apenas algum nome alternativo para se referir a ele. Uma astr\u00f4noma do planet\u00e1rio Adler, Lucianne Walkowicz, j\u00e1 renunciou \u00e0 sua posi\u00e7ao no Astrophysics Advisory Committee da NASA, em protesto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por este motivo que neste artigo s\u00f3 usamos o nome JWST. Se algum novo nome for adotado (mesmo que n\u00e3o oficialmente), n\u00f3s o substituiremos neste e outros artigos no blog.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais em<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/nasa-s-james-webb-space-telescope-has-completed-testing\">https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/nasa-s-james-webb-space-telescope-has-completed-testing<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Site oficial: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nosso artigo sobre o lan\u00e7amento:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-aerospace-today wp-block-embed-aerospace-today\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"vah5mHpA4b\"><a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/essa-semana-em-ar-e-espaco-lancado-o-jwst\/\">Essa semana em ar e espa\u00e7o: lan\u00e7ado o JWST!<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Essa semana em ar e espa\u00e7o: lan\u00e7ado o JWST!&#8221; &#8212; Aerospace Today\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/essa-semana-em-ar-e-espaco-lancado-o-jwst\/embed\/#?secret=vah5mHpA4b\" data-secret=\"vah5mHpA4b\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Atualiza\u00e7\u00e3o: Veja como foi o processo de alinhamento dos segmentos do espelho em<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-aerospace-today wp-block-embed-aerospace-today\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"OO4kAsFx0x\"><a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/noticias-de-ar-e-espaco-jwst-pion-br1-14-x-angara-e-simorgh\/\">Not\u00edcias de ar e espa\u00e7o: JWST, PION-BR1, 14-X, Angara e Simorgh<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Not\u00edcias de ar e espa\u00e7o: JWST, PION-BR1, 14-X, Angara e Simorgh&#8221; &#8212; Aerospace Today\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/noticias-de-ar-e-espaco-jwst-pion-br1-14-x-angara-e-simorgh\/embed\/#?secret=OO4kAsFx0x\" data-secret=\"OO4kAsFx0x\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Nosso artigo sobre os instrumentos cient\u00edficos:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-aerospace-today wp-block-embed-aerospace-today\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"VfHzXWoCpp\"><a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/jwst-entra-em-operacao-cientifica\/\">JWST entra em opera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;JWST entra em opera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica&#8221; &#8212; Aerospace Today\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/jwst-entra-em-operacao-cientifica\/embed\/#?secret=VfHzXWoCpp\" data-secret=\"VfHzXWoCpp\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualiza\u00e7\u00e3o: veja tamb\u00e9m nosso artigo sobre os instrumentos e as primeiras imagens cient\u00edficas: Atualiza\u00e7\u00e3o: veja nosso artigo sobre o lan\u00e7amento: Finalmente est\u00e1 pr\u00f3ximo o lan\u00e7amento do Telesc\u00f3pio JWST. Depois de 25 anos de prepara\u00e7\u00e3o, o telesc\u00f3pio, que foi terminado nas instala\u00e7\u00f5es da Northrop Grumman, em Redondo Beach (sub\u00farbio de Los <a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/pt-br\/futuro-proximo-jwst\/\" class=\"btn btn-link continue-link\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":408,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"spay_email":""},"categories":[31,189,1],"tags":[9,135,141,7,12,11,30,13,20,4,16,15,6,142,14,10,18,17,5,19],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Futuro Pr\u00f3ximo: JWST - Aerospace Today<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/pt-br\/futuro-proximo-jwst\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Futuro Pr\u00f3ximo: JWST - Aerospace Today\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Atualiza\u00e7\u00e3o: veja tamb\u00e9m nosso artigo sobre os instrumentos e as primeiras imagens cient\u00edficas: Atualiza\u00e7\u00e3o: veja nosso artigo sobre o lan\u00e7amento: Finalmente est\u00e1 pr\u00f3ximo o lan\u00e7amento do Telesc\u00f3pio JWST. 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