{"id":885,"date":"2022-09-05T18:35:39","date_gmt":"2022-09-05T18:35:39","guid":{"rendered":"https:\/\/aerospacetoday.net\/?p=885"},"modified":"2025-01-04T00:42:42","modified_gmt":"2025-01-04T00:42:42","slug":"artemis-i-o-que-aconteceu-e-o-que-esta-por-vir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aerospacetoday.net\/pt-br\/artemis-i-o-que-aconteceu-e-o-que-esta-por-vir\/","title":{"rendered":"Artemis I: o que aconteceu e o que est\u00e1 por vir"},"content":{"rendered":"\n<p>Nessa semana, ocorreram duas tentativas de lan\u00e7ar a primeira miss\u00e3o do programa Artemis, tamb\u00e9m o primeiro voo do foguete SLS. As duas tentativas foram abortadas durante a contagem regressiva, o que gerou muitas perguntas. Neste artigo, mas um em nossa s\u00e9rie sobre o programa Artemis, vamos discutir o que aconteceu, qual ser\u00e1 o futuro da miss\u00e3o e, principalmente, o significado de cancelar tentativas de lan\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As tentativas de lan\u00e7amento<\/h2>\n\n\n\n<p>A primeira tentativa, em 29 de agosto, teve um atraso de 1 hora para o inicio do abastecimento para esperar as condi\u00e7\u00f5es de tempo melhorarem, pois na hora originalmente marcada a chance de raios estava acima do limite (20%). O in\u00edcio atrasado implicou em haver 1 hora a menos dispon\u00edvel para examinar e tentar resolver os problemas que vieram depois. Ap\u00f3s o in\u00edcio do abastecimento, houve um pequeno vazamento nos desconectores do est\u00e1gio principal, detectado pelos sensores de hidrog\u00eanio instalados na plataforma. Estes vazamentos ocorreram durante o abastecimento lento, no qual o combust\u00edvel \u00e9 bombeado devagar para que os componentes esfriem gradualmente. Ap\u00f3s interromper o abastecimento, deixar as veda\u00e7\u00f5es esquentarem e reiniciar o abastecimento lento, estes vazamentos pararam. Ent\u00e3o veio a fase de resfriamento dos motores, feita deixando fluir combust\u00edvel e oxidante por eles, para que os componentes dos motores n\u00e3o sofram com o choque t\u00e9rmico de um s\u00fabito alto fluxo de l\u00edquidos criog\u00eanicos (-183\u00b0C para o oxig\u00eanio, -253\u00b0C para o hidrog\u00eanio) e para evitar que os l\u00edquidos fervam ao encontrar componentes &#8220;quentes&#8221; do motor (temperatura ambiente). 3 dos 4 motores do est\u00e1gio principal estavam esfriando como esperado, mas o motor n\u00famero 3, n\u00e3o. Depois de muito tempo tentando solu\u00e7\u00f5es para o problema e do in\u00edcio de um vazamento pequeno na v\u00e1lvula de escape interest\u00e1gio, a equipe considerou que n\u00e3o ia ser poss\u00edvel resolver a temperatura do motor 3 a tempo, e a tentativa foi cancelada cerca de 4 horas antes do fim da contagem. Tamb\u00e9m foi observado que as condi\u00e7\u00f5es do tempo estavam dif\u00edceis no dia, apenas na \u00faltima meia hora da janela de 2 horas teria sido poss\u00edvel lan\u00e7ar, por causa de tempestades na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise de todos os dados de m\u00faltiplos sensores em v\u00e1rios locais do foguete indicou que o problema possivelmente estava no sensor de temperatura, pois outros sensores ao redor indicavam temperaturas corretas. Para a segunda tentativa, no dia 3 de setembro, foi alocado mais tempo para o resfriamento, para dar mais chance de analisar melhor o comportamento dos motores e tentar outros procedimentos se necess\u00e1rio. Mas n\u00e3o foi poss\u00edvel chegar ao est\u00e1gio de resfriar os motores. Ap\u00f3s o in\u00edcio do abastecimento r\u00e1pido (depois do lento, onde houve problemas no dia 29), foi observado um vazamento grande no desconector de 8 polegadas do est\u00e1gio principal. Este foi muito maior que todos os detectados em outros testes e tentativas de lan\u00e7amento. Ap\u00f3s 3 tentativas de selar o vazamento com ciclos de aquecimento e resfriamento e mudando a taxa de bombeamento, com o vazamento retornando nas 3 vezes, a equipe considerou que n\u00e3o ia ser poss\u00edvel resolver o vazamento a tempo de lan\u00e7ar dentro da janela, e o lan\u00e7amento foi cancelado cerca de 3 horas antes do fim da contagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes &#8220;desconectores r\u00e1pidos&#8221; s\u00e3o componentes cr\u00edticos, que fazem a conex\u00e3o entre a tubula\u00e7\u00e3o da plataforma de lan\u00e7amento e a tubula\u00e7\u00e3o do foguete, e precisam no momento do lan\u00e7amento se separar e vedar completamente o lado do foguete. O processo tem que ser r\u00e1pido porque ocorre nos \u00faltimos instantes antes de o foguete come\u00e7ar a subir, pois at\u00e9 este momento o foguete ainda est\u00e1 recebendo combust\u00edvel e oxidante por estas tubula\u00e7\u00f5es. Por que n\u00e3o parar de abastecer antes? Porque os propelentes criog\u00eanicos passam o tempo todo fervendo e evaporando dentro dos tanques, com o excesso de vapor saindo por v\u00e1lvulas (para manter a press\u00e3o sob controle), ent\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio manter reabastecendo continuamente at\u00e9 o lan\u00e7amento. E \u00e9 notoriamente dif\u00edcil obter boas veda\u00e7\u00f5es em juntas que precisam desconectar (juntas n\u00e3o permanentes) em tubula\u00e7\u00f5es de hidrog\u00eanio, pois o g\u00e1s hidrog\u00eanio, tendo as menores mol\u00e9culas, vaza com muita facilidade. Este \u00e9 um dos motivos de muitos foguetes usarem RP-1 (rocket propellant 1, essencialmente querosene), que \u00e9 menos eficiente, mas \u00e9 muito mais f\u00e1cil de lidar do que hidrog\u00eanio criog\u00eanico. Como compara\u00e7\u00e3o, os foguetes Falcon 9 da SpaceX usam apenas oxig\u00eanio criog\u00eanico (o combust\u00edvel \u00e9 RP-1, que pode ficar a temperatura ambiente) e n\u00e3o usam desconectores r\u00e1pidos. E por este motivo lan\u00e7amentos mais pesados do Falcon 9 muitas vezes s\u00e3o cancelados por pequenos atrasos, pois a janela de lan\u00e7amento \u00e9 instant\u00e2nea: eles n\u00e3o podem atrasar a hora de lan\u00e7ar por causa da perda de oxig\u00eanio evaporando desde a hora da desconex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Isso \u00e9 normal?<\/h2>\n\n\n\n<p>Sim, completamente normal. O Artemis I \u00e9 o primeiro voo do foguete SLS e \u00e9 um voo de teste &#8211; por isso n\u00e3o tem tripula\u00e7\u00e3o dentro. Embora todos os componentes tenham sido testados individualmente em situa\u00e7\u00f5es simuladas e haja complexos modelos para prever como tudo vai funcionar, \u00e9 necess\u00e1rio testar o sistema todo, integrado, em um voo real. E isso n\u00e3o se trata &#8220;apenas&#8221; de testar se o foguete funciona como constru\u00eddo. Inclui testar os procedimentos no seu uso. Pois, ao contr\u00e1rio de um carro, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 apertar um bot\u00e3o para ligar. H\u00e1 um conjunto enorme e complexo de procedimentos necess\u00e1rios para que o lan\u00e7amento ocorra, cada um com muitos par\u00e2metros a escolher. Por exemplo: quanto abrir quais v\u00e1lvulas, por quanto tempo, na hora de encher os tanques de combust\u00edvel e oxidante criog\u00eanicos, fazendo muitos testes e controlando as temperaturas e press\u00f5es em diferentes componentes para n\u00e3o exceder os limites de seguran\u00e7a nem provocar danos ou vazamentos (por esfriar muito r\u00e1pido, por exemplo). Todos esses procedimentos foram definidos previamente de acordo com testes e simula\u00e7\u00f5es anteriores, mas \u00e9 em testes como esse que se aprende o que funciona e o que precisa ser alterado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que a contagem regressiva 46 horas antes do lan\u00e7amento, tendo a parte mais intensa nas \u00faltimas 8 horas, que \u00e9 quando os tanques criog\u00eanicos s\u00e3o abastecidos. Cancelamentos de uma tentativa de lan\u00e7amento (<em>scrubs<\/em>) por motivos t\u00e9cnicos, como esses dois do Artemis I, ocorrem quando em algum ponto da contagem regressiva a avalia\u00e7\u00e3o dos engenheiros \u00e9 que h\u00e1 algo que precisaria ser diferente e n\u00e3o vai dar tempo de consertar ou mudar antes do final da janela de lan\u00e7amento (que, no caso destas duas tentativas, era de 2h). Ter cancelado uma tentativa n\u00e3o quer dizer que haja algo seriamente errado, nem indica que haja incompet\u00eancia ou que n\u00e3o v\u00e3o conseguir lan\u00e7ar. Pelo contr\u00e1rio, os operadores mais confi\u00e1veis s\u00e3o os que monitoram muito detalhadamente muitas vari\u00e1veis durante a contagem regressiva e n\u00e3o hesitam em cancelar se algo estiver fora dos par\u00e2metros adequados. Quando isso n\u00e3o ocorre, seja por n\u00e3o haver monitoramento suficiente, seja por haver uma postura de &#8220;precisamos lan\u00e7ar, de qualquer jeito&#8221;, h\u00e1 um grande risco de uma falha s\u00e9ria da miss\u00e3o, incluindo perda do ve\u00edculo, carga e at\u00e9 vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da NASA, uma grande mudan\u00e7a de postura foi o principal resultado da investiga\u00e7\u00e3o do acidente do \u00d4nibus Espacial Challenger, que em 1986 explodiu durante o lan\u00e7amento, com a perda dos 7 astronautas a bordo. A causa imediata do acidente foi  lan\u00e7ar quando estava frio demais: as veda\u00e7\u00f5es de borracha, (O-rings) que selam as juntas entre os segmentos dos boosters s\u00f3lidos congelaram e com isso perderam a elasticidade, deixando de conter as chamas da combust\u00e3o acontecendo dentro do foguete. Mas, muito mais fundamental, a causa do acidente foi a press\u00e3o para lan\u00e7ar sem atrasar a densa agenda de lan\u00e7amentos do ano, que levou os avisos de engenheiros sobre a baixa temperatura serem deixados de lado. A investiga\u00e7\u00e3o levou a uma grande mudan\u00e7a de postura, colocando muito mais \u00eanfase em aumentar o monitoramento, testes e simula\u00e7\u00f5es de todos os sistemas cr\u00edticos antes do lan\u00e7amento e dar muita aten\u00e7\u00e3o caso qualquer par\u00e2metro esteja fora do esperado ou fora dos dom\u00ednios conhecidos de opera\u00e7\u00e3o. O que pode ser resumido com o atual ditado sempre repetido aos operadores: &#8220;ningu\u00e9m vai se lembrar de um lan\u00e7amento cancelado, mas todo mundo vai sempre lembrar se lan\u00e7ar e explodir&#8221;. Ou, como costuma ser repetido pela SpaceX ap\u00f3s cada nova explos\u00e3o do Starship: &#8220;\u00e9 por isso que testamos&#8221;. Todos os foguetes (atuais e passados, sem exce\u00e7\u00e3o) de qualquer empresa ou ag\u00eancia j\u00e1 tiveram muitas tentativas de lan\u00e7amento adiadas ou canceladas, por in\u00fameros motivos. Mas scrubs s\u00e3o algo t\u00e3o normal e freq\u00fcente que n\u00e3o costuma virar not\u00edcia. O Artemis I ganhou tanta divulga\u00e7\u00e3o agora por causa da grande expectativa para a volta a Lua. Mas, assim, como nas tentativas de lan\u00e7ar o telesc\u00f3pio espacial James Webb em 2021, logo estes cancelamentos v\u00e3o estar esquecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo depois da volta ao voo dos \u00d4nibus Espaciais, houve um grande exemplo de como a nova postura foi aplicada e manteve a seguran\u00e7a: voc\u00ea provavelmente se lembra da explos\u00e3o do Challenger, em 1986, mas voc\u00ea se lembra do &#8220;ver\u00e3o do hidrog\u00eanio&#8221; de 1990? Foi uma situa\u00e7\u00e3o que durou 7 meses, envolvendo todos os 3 \u00d4nibus Espaciais existentes na \u00e9poca. N\u00e3o se lembra? Pois \u00e9, quase ningu\u00e9m hoje sequer sabe que aconteceu. Porque tentativas de lan\u00e7amento foram canceladas e depois todos os 3 ve\u00edculos fizeram seus voos sem problemas:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O &#8220;ver\u00e3o do hidrog\u00eanio&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/c\/c2\/S035_s041pads.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma rara vista: Dois \u00d4nibus Espaciais simultaneamente nas plataformas de lan\u00e7amento. Columbia, \u00e0 frente, e DIscovery, ao fundo. Setembro de 1990. Cr\u00e9ditos: NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O ano de 1990 estava programado para ser extremamente ocupado para os \u00d4nibus Espaciais, com 9 voos entre os 3 ve\u00edculos que existiam na \u00e9poca (Columbia, Discovery e Atlantis). Em maio, o Columbia estava na plataforma sendo abastecido para seu lan\u00e7amento e um vazamento pequeno foi detectado no desconector entre o ve\u00edculo e a plataforma, no in\u00edcio do abastecimento r\u00e1pido, 4 horas antes do lan\u00e7amento. Ao examinar o problema, foi detectado um vazamento muito maior, vindo de dentro do Columbia, que n\u00e3o podia ser resolvido na hora. O lan\u00e7amento foi cancelado. 6 dias depois, um teste de abastecimento mostrou que n\u00e3o ia ser poss\u00edvel resolver o problema na plataforma, o \u00d4nibus Espacial foi levado de volta ao pr\u00e9dio, de onde foi removido da pilha (o conjunto do avi\u00e3o, tanque externo e os dois boosters) para ser aberto e examinado. Foram trocados os dois lados dos desconectores entre o \u00d4nibus Espacial e o tanque externo, que juntam tubos de 43 cm de di\u00e2metro por onde passa o hidrog\u00eanio que alimenta os 3 motores. Enquanto isso acontecia, j\u00e1 no m\u00eas de julho, o \u00d4nibus Espacial Atlantis estava na plataforma para o seu lan\u00e7amento. Foi feito um teste de abastecimento&#8230; e o mesmo tipo de vazamento foi detectado. Mais instrumentos foram adicionados para medir melhor as condi\u00e7\u00f5es e um novo teste foi feito 12 dias depois. Onde foi observado um vazamento na mesma regi\u00e3o. O Atlantis tamb\u00e9m teria que ser levado de volta ao pr\u00e9dio e desmontado. Em agosto, o Columbia foi levado de volta \u00e0 plataforma para um lan\u00e7amento em setembro, no caminho passando pelo Atlantis, que estava sendo levado de volta para o pr\u00e9dio:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"819\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/532515main_2-pass_full-1-1024x819.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1276\" srcset=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/532515main_2-pass_full-1-1024x819.webp 1024w, https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/532515main_2-pass_full-1-300x240.webp 300w, https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/532515main_2-pass_full-1-768x615.webp 768w, https:\/\/aerospacetoday.net\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/532515main_2-pass_full-1.webp 1041w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O \u00d4nibus Espacial Columbia (esquerda) passando pelo \u00d4nibus Espacial Atlantis (direita). O Columbia estava saindo do pr\u00e9dio de montagem, de volta \u00e0 plataforma de lan\u00e7amento, ap\u00f3s os testes e reparos. O Atlantis estava estacionado, esperando para voltar ao pr\u00e9dio de montagem, para ter os seus testes e reparos feitos. Agosto de 1990. Cr\u00e9ditos: NASA\/KSC<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Apesar de ter os mesmos sintomas, foi identificado que a causa dos vazamentos foi diferente: no Columbia era a veda\u00e7\u00e3o na tampa do desconector r\u00e1pido do \u00d4nibus Espacial. No Atlantis, foi o torque incorreto aplicado a uma flange no desconector. Com o Columbia de volta \u00e0 plataforma, ap\u00f3s mais um atraso de alguns dias para resolver um problema eletr\u00f4nico na carga (o sat\u00e9lite ASTRO-1), come\u00e7ou o novo abastecimento. E foi detectado um novo grande vazamento de hidrog\u00eanio. Os sensores novos indicaram que o vazamento original n\u00e3o existia mais, este era um outro vazamento, dentro do compartimento dos motores do Columbia. Enquanto se tentava resolver esses problemas, se aproximava o lan\u00e7amento do \u00d4nibus Espacial Discovery, este com uma janela estreita e cr\u00edtica, por estar carregando a sonda Ulysses que ia observar o Sol. 3 bombas de circula\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio e uma veda\u00e7\u00e3o foram trocadas no Columbia, ainda na plataforma, para tentar lan\u00e7ar novamente 13 dias depois. Nesta nova tentativa&#8230; de novo um vazamento de hidrog\u00eanio. Com a proximidade do lan\u00e7amento cr\u00edtico do Discovery, n\u00e3o dava para o Columbia esperar mais na plataforma: de volta para o pr\u00e9dio, pela segunda vez. Foi montada uma grande equipe de engenheiros de v\u00e1rios centros da NASA para trabalhar intensamente no problema. Enquanto isso, o Discovery lan\u00e7ou sem problemas em 6 de outubro. No final de outubro, o Columbia finalmente passou um teste de abastecimento sem problemas. E logo ap\u00f3s, em 17 de novembro, o Atlantis, de volta \u00e0 plataforma de lan\u00e7amento ap\u00f3s os reparos, voou tamb\u00e9m sem problemas. Chegou o dia 2 de dezembro, mais de 6 meses depois da data original de lan\u00e7amento, e o Columbia finalmente voou, sem problemas. Foi identificado que a origem de muitos vazamentos do Columbia foi restos de polidor ap\u00f3s uma opera\u00e7\u00e3o de limpeza feita no come\u00e7o do ano, combinada a o foco das inspe\u00e7\u00f5es na \u00e9poca estar nos desconectores, n\u00e3o sendo feitas inspe\u00e7\u00f5es e testes suficientes nas juntas dos motores, um procedimento que foi mudado para evitar repeti\u00e7\u00f5es destes problemas no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s todos estes meses de tentativas de lan\u00e7amento canceladas, testes, viagens de volta para o pr\u00e9dio e reparos, todos os 3 \u00d4nibus Espaciais da \u00e9poca (o Endeavour estava sendo constru\u00eddo) fizeram suas miss\u00f5es com sucesso. E hoje ningu\u00e9m se lembra desses atrasos. Mas d\u00e1 para imaginar como teria sido se na \u00e9poca existisse Twitter: in\u00fameros posts sobre &#8220;desastre&#8221;, &#8220;NASA falhando&#8221;, &#8220;NASA n\u00e3o consegue ir ao espa\u00e7o&#8221; ou &#8220;o futuro \u00e9 o foguete revolucion\u00e1rio da Orbital Sciences Corporation&#8221; (o foguete Pegasus da Orbital Sciences, o primeiro a ser desenvolvido por uma empresa privada, tinha acabado de fazer seu primeiro voo).<\/p>\n\n\n\n<p>Veja mais sobre a hist\u00f3ria do &#8220;ver\u00e3o do hidrog\u00eanio&#8221; nestes artigos:<\/p>\n\n\n\n<p>Parte 1: <a href=\"https:\/\/www.americaspace.com\/2015\/08\/01\/summer-of-discontent-25-years-since-the-shuttle-hydrogen-leaks-part-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.americaspace.com\/2015\/08\/01\/summer-of-discontent-25-years-since-the-shuttle-hydrogen-leaks-part-1<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Parte 2: <a href=\"https:\/\/www.americaspace.com\/2015\/08\/02\/summer-of-discontent-25-years-since-the-shuttle-hydrogen-lea\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.americaspace.com\/2015\/08\/02\/summer-of-discontent-25-years-since-the-shuttle-hydrogen-leaks-part-2\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O futuro<\/h2>\n\n\n\n<p>Como n\u00e3o vai haver tempo de examinar as causas do vazamento antes do fim do per\u00edodo atual (25), na ter\u00e7a-feira, a pr\u00f3xima tentativa seria no per\u00edodo 26 (19\/set &#8211; 4\/out) ou 27 (17-31\/out). O per\u00edodo 26 parece pouco prov\u00e1vel, por exceder o limite de 25 dias na plataforma de lan\u00e7amento dado pelos oficiais de seguran\u00e7a de voo, devido a n\u00e3o haver testes do sistema de termina\u00e7\u00e3o do voo (&#8220;autodestrui\u00e7\u00e3o&#8221;) para per\u00edodos mais longos. \u00c9 poss\u00edvel que, revendo os dados de testes do sistema, seja concedida uma extens\u00e3o, mas n\u00e3o certo que v\u00e1 haver, e nem parece prov\u00e1vel. Isso implica na necessidade de levar o SLS de volta ao pr\u00e9dio do montagem (Vehicle Assembly Building, VAB) para revis\u00e3o do sistema de termina\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que outros sistemas nas muitas cargas (veja mais sobre elas no <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/pt-br\/artemis-i-pronta-para-o-lancamento\/\" target=\"_blank\">nosso artigo<\/a> sobre o Artemis I) precisem ser renovados, como troca de baterias ou outros consum\u00edveis. Al\u00e9m disso, no final do m\u00eas de setembro e come\u00e7o de outubro h\u00e1 um conflito com o lan\u00e7amento pela SpaceX da miss\u00e3o Crew 5 para a Esta\u00e7\u00e3o Espacial (atualmente marcada para dia 3 de outubro, depois de muitos adiamentos).<\/p>\n\n\n\n<p>Os pr\u00f3ximos passos mais para resolver os vazamentos s\u00e3o desfazer as conex\u00f5es suspeitas, trocar as veda\u00e7\u00f5es e as reconectar. Foi feita a escolha de os fazer na plataforma de lan\u00e7amento. \u00c9 um local mais dif\u00edcil de trabalhar e exige construir uma estrutura para fechar a \u00e1rea de trabalho, mas tem a vantagem de ser poss\u00edvel fazer testes criog\u00eanicos, que s\u00e3o mais informativos &#8211; pois uma causa freq\u00fcente de vazamentos \u00e9 mudan\u00e7as de temperatura desiguais de dois lados de uma junta, que provocam contra\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica diferente de componentes diferentes. Se a opera\u00e7\u00e3o fosse feita no pr\u00e9dio (outra op\u00e7\u00e3o que foi considerada) os testes estariam limitados a temperaturas mais altas. Al\u00e9m disso, ser\u00e1 feita uma detalhada an\u00e1lise dos eventos durante as duas tentativas dessa semana, combinada com compara\u00e7\u00f5es com o testes de componentes feitos previamente no Centro Stennis da NASA (antes da montagem do foguete), dados dos v\u00f4os dos \u00d4nibus Espaciais e an\u00e1lise dos componentes removidos do SLS, para identificar que mudan\u00e7as nos procedimentos podem ajudar a evitar novos vazamentos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Atualiza\u00e7\u00e3o (15 de novembro): Durante a passagem do furac\u00e3o Nicole, os ventos, apesar de fortes (rajadas de at\u00e9 160 km\/h na altura do topo do foguete) nunca excederam os limites de opera\u00e7\u00e3o. E \u00e9 bom lembrar que os limites de opera\u00e7\u00e3o foram escolhidos ao n\u00edvel de 75% do limite de seguran\u00e7a, deixando 25% de margem. E o limite de seguran\u00e7a, por sua vez, \u00e9 70% do limite estrutural do ve\u00edculo, deixando mais 30% de margem. Houve apenas pequenos danos encontrados, nenhum estrutural, o mais relevante sendo a perda de parte de um revestimento chamado RTL na emenda do revestimento da Orion com o m\u00f3dulo de servi\u00e7o, mas o resultado das an\u00e1lises \u00e9 que o efeito (no arrasto e aquecimento) deve ser pequeno, assim como o risco de outros peda\u00e7os se soltarem e causarem dano. Al\u00e9m disso, apenas houve um conjunto de cabos que caiu da treli\u00e7a de suporte, que j\u00e1 foram recolocados, e uma conex\u00e3o el\u00e9trica em um sensor usado para iniciar a unidade de energia auxiliar (APU) antes do lan\u00e7amento, que estava apresentando mais ru\u00eddo que o normal, mas n\u00e3o \u00e9 considerada um impedimento, por ser redundante.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualiza\u00e7\u00e3o (8 de novembro): Ap\u00f3s ser preparado para o lan\u00e7amento e levado de volta \u00e0 plataforma, para ser lan\u00e7ado em 14 de novembro, o lan\u00e7amento foi adiado por causa do furac\u00e3o Nicole. Desta vez, por a previs\u00e3o ser de ventos abaixo do limite de seguran\u00e7a, o foguete vai ag\u00fcentar o furac\u00e3o na plataforma, sem ser levado de volta ao pr\u00e9dio. A pr\u00f3xima tentativa est\u00e1 por enquanto marcada para o dia 16 de novembro, se n\u00e3o houver maiores dificuldades com o retorno dos funcion\u00e1rios ap\u00f3s o furac\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualiza\u00e7\u00e3o (26 de setembro): Ap\u00f3s analisar as \u00faltimas previs\u00f5es do tempo, foi decidido nesta manh\u00e3 que o SLS ser\u00e1 levado de volta para dentro do pr\u00e9dio (VAB), devido ao furac\u00e3o Ian. O movimento vai come\u00e7ar \u00e0s 23h desta noite (hora local), e deve terminar amanh\u00e3, dando tempo para o foguete ser protegido e para os funcion\u00e1rios se ausentarem e cuidarem de suas precau\u00e7\u00f5es para o furac\u00e3o. A regi\u00e3o j\u00e1 tem estado de emerg\u00eancia declarado preventivamente e a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo instru\u00edda a aprender as rotas de evacua\u00e7\u00e3o, ter malas prontas e ter suprimentos, incluindo \u00e1gua, para pelo menos 3 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualiza\u00e7\u00e3o (24 de setembro): Ap\u00f3s o teste de abastecimento com sucesso no dia 21, o lan\u00e7amento no dia 27 provavelmente vai ser adiado por conta da tempestade tropical Ian, que se aproxima da Fl\u00f3rida. A previs\u00e3o atual indica que vai ser necess\u00e1rio, al\u00e9m de adiar, voltar com o SLS para dentro do pr\u00e9dio, onde ele fica protegido e para permitir a mais funcion\u00e1rios que se ausentem mais cedo, o que pode ser necess\u00e1rio, principalmente se houver evacua\u00e7\u00f5es. A decis\u00e3o final ser\u00e1 tomada amanh\u00e3 (dia 25), ap\u00f3s analisar as novas previs\u00f5es do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualiza\u00e7\u00e3o (12 de setembro):  J\u00e1 come\u00e7aram os trabalhos de desfazer as conex\u00f5es para troca das veda\u00e7\u00f5es. \u00c9 esperado fazer um teste de abastecimento criog\u00eanico no dia 21 de setembro. Se este teste indicar que todos os problemas forem resolvidos, h\u00e1 duas janelas de lan\u00e7amento poss\u00edveis no per\u00edodo 26: dia 27 de setembro, com uma poss\u00edvel alternativa dia 2 de outubro, com o SLS permanecendo todo o tempo na plataforma, sem retornar ao pr\u00e9dio. Estas s\u00e3o as datas poss\u00edveis para n\u00e3o haver conflito com o impacto da sonda DART em um aster\u00f3ide, no dia 27 (o que vai ocupar a rede Deep Space Network, de que o Artemis precisa para se comunicar com a Terra a partir do dia seguinte ao lan\u00e7amento), e o lan\u00e7amento da miss\u00e3o tripulada Crew 5 para a Esta\u00e7\u00e3o Espacial. Mas o uso destas janelas ainda depende de o oficial de seguran\u00e7a aprovar o pedido de extens\u00e3o do prazo de uso das baterias do sistema de termina\u00e7\u00e3o do voo. Caso seja necess\u00e1rio as trocar, o foguete ter\u00e1 que ser levado de volta ao pr\u00e9dio, o que levaria o pr\u00f3ximo lan\u00e7amento para o per\u00edodo 27, no final de outubro.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Nas palavras do administrador da NASA, Bill Nelson: &#8220;n\u00e3o h\u00e1 press\u00e3o pol\u00edtica para lan\u00e7ar de qualquer jeito e se houvesse, eu estaria rejeitando fortemente&#8221; e &#8220;vamos lan\u00e7ar quando houver confian\u00e7a de que est\u00e1 tudo certo&#8221;. Ele tamb\u00e9m lembrou que quando ele foi ao espa\u00e7o, no \u00d4nibus Espacial, houve 4 tentativas de lan\u00e7amento canceladas, mas na quinta tentativa tudo funcionou e foi uma miss\u00e3o muito bem sucedida &#8211; ainda antes do acidente do Challenger, que ocorreu apenas 10 dias depois.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais em<\/h2>\n\n\n\n<p>Nosso artigo sobre a Artemis I<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-aerospace-today wp-block-embed-aerospace-today\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"HgNj4Ht9J9\"><a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/artemis-i-pronta-para-o-lancamento\/\">Artemis I: Pronta para o lan\u00e7amento<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Artemis I: Pronta para o lan\u00e7amento&#8221; &#8212; Aerospace Today\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/artemis-i-pronta-para-o-lancamento\/embed\/#?secret=KV4WcJasrO#?secret=HgNj4Ht9J9\" data-secret=\"HgNj4Ht9J9\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Como foi o lan\u00e7amento<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-aerospace-today wp-block-embed-aerospace-today\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"M84bd0IGnq\"><a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/artemis-i-rumo-a-lua\/\">Artemis I: rumo \u00e0 Lua!<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Artemis I: rumo \u00e0 Lua!&#8221; &#8212; Aerospace Today\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/artemis-i-rumo-a-lua\/embed\/#?secret=wUdQuJ6Fa5#?secret=M84bd0IGnq\" data-secret=\"M84bd0IGnq\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Nosso artigo sobre o foguete SLS<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-aerospace-today wp-block-embed-aerospace-today\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"CXorLiBc2f\"><a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/futuro-proximo-sls\/\">Futuro Pr\u00f3ximo: SLS<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Futuro Pr\u00f3ximo: SLS&#8221; &#8212; Aerospace Today\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/futuro-proximo-sls\/embed\/#?secret=fnXAP2kVCm#?secret=CXorLiBc2f\" data-secret=\"CXorLiBc2f\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Nosso artigo sobre o Programa Artemis<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-aerospace-today wp-block-embed-aerospace-today\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ddmQR8uQ2W\"><a href=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/futuro-proximo-artemis\/\">Futuro pr\u00f3ximo: Artemis<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Futuro pr\u00f3ximo: Artemis&#8221; &#8212; Aerospace Today\" src=\"https:\/\/aerospacetoday.net\/futuro-proximo-artemis\/embed\/#?secret=GzEb1DhRgR#?secret=ddmQR8uQ2W\" data-secret=\"ddmQR8uQ2W\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nessa semana, ocorreram duas tentativas de lan\u00e7ar a primeira miss\u00e3o do programa Artemis, tamb\u00e9m o primeiro voo do foguete SLS. As duas tentativas foram abortadas durante a contagem regressiva, o que gerou muitas perguntas. 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